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      Cancro da mama: Mais de 15% das testadas foram listadas como grupo de alto risco

      Quase quatro mil mulheres participaram no Programa de Rastreio do Cancro da Mama nos últimos dois meses, das quais 15,3% foram listadas como pessoas com alto risco para esta doença. Segundo revelaram os Serviços de Saúde, o programa terá possibilidade de ser alargado com a participação de mais instituições médicas em Macau. O organismo acrescentou que a taxa de sobrevivência para o cancro da mama em Macau é superior a 88%, tendo mantido um nível relativamente satisfatório.

       

      Os Serviços de Saúde (SSM) implementaram em Outubro do ano passado o Programa de Rastreio do Cancro da Mama nos centros de saúde de Macau, que ajudou na realização de exames de rastreio a 3.925 pessoas nos últimos dois meses. De quase quatro mil participantes do programa, 599 residentes foram avaliadas como de alto risco para o cancro da mama, o que representa 15,3% do total das examinadas.

      As mulheres que foram listadas como grupo de alto risco para o cancro da mama já tinham sido submetidas ao exame de raio-X, agendado pelos SSM, como apoio e acompanhamento médico mais pormenorizado.

      O número foi divulgado na sequência de uma interpelação escrita da deputada Wong Kit Cheng. O organismo revelou ainda o seu plano de estudar a possibilidade de alargamento do serviço no futuro, convidando mais instituições médicas para aderir ao Programa de Rastreio, de acordo com a situação de implementação da primeira fase do mesmo.

      “Actualmente, a taxa de sobrevivência a cinco anos para o cancro da mama, em Macau, é de 88,5%, mantendo-se constantemente num nível relativamente satisfatório”, afirmou o Executivo, indicando que isso “demonstra que os SSM têm obtido bons resultados nos trabalhos de prevenção, detecção precoce e tratamento integrado”.

      O cancro da mama ocupa o primeiro lugar entre as doenças oncológicas do sexo feminino, sendo a principal ameaça à saúde das mulheres. Neste programa de rastreio lançado agora, as autoridades colaboraram com a equipa de investigação científica da Universidade de Macau, tendo desenvolvido uma ferramenta de avaliação de risco do cancro da mama através de um questionário científico e adequado para uso em Macau.

      Na interpelação de Wong Kit Cheng, a deputada questionou as autoridades sobre os trabalhos de prevenção e detecção precoce das doenças crónicas e oncológicas no território. A também vice-presidente da Associação Geral das Mulheres pede assim uma maior cobertura do rastreio do cancro da mama e rastreio do cancro do colo do útero, bem como início dos planos de rastreio gratuito e permanente para outros tipos de cancro, como do estômago, dos pulmões e da próstata, e até para os problemas de hipertensão arterial, diabetes e acidente vascular cerebral.

      Na resposta, os SSM não confirmaram o lançamento, para já, de mais programas de rastreio das referidas doenças, mas asseguraram que “têm atribuído elevada importância à prevenção e tratamento de doenças oncológicas em Macau, através dos rastreios dos cancros principais, sendo o cancro do colo do útero, cancro colo-rectal, cancro do pulmão e cancro da mama”.

      O organismo liderado por Alvis Lo explicou ainda que o desenvolvimento do programa de rastreio de cancros em Macau tem em consideração três factores, incluindo a taxa de incidência do cancro em Macau, a tomada de referência das recomendações internacionais sobre o rastreio de cancros, e a existência ou não de formas de rastreio eficazes e de custo benefício.

      Em termos de rastreio do cancro do pulmão, os SSM indicam que foi lançado o Programa Piloto de Rastreio do Cancro de Pulmão, em 2019, nas consultas externas de cessação tabágica dos centros de saúde. O programa é destinado aos fumadores idosos ou grupos de alto risco, com antecedentes familiares do cancro pulmonar, que são sujeitos a uma tomografia computadorizada torácica de baixa dosagem (LDCT) gratuita. “Entre os primeiros 100 residentes elegíveis às submetidos ao rastreio supramencionado, foram encontrados dois doentes com cancro pulmonar”, revelou o organismo.

      As consultas externas e cessação tabágica dos centros de saúde continuarão no futuro a disponibilizar o rastreio relevante, prosseguiu o Governo, admitindo que será aumentada a eficácia dos trabalhos de prevenção e tratamento da diabetes e da hipertensão através da educação, vigilância de doenças e regulamentação de diagnóstico da população.