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      CCTV diz que espião estrangeiro foi detido em Hengqin após denúncia de residente de Macau

      As autoridades do interior da China revelaram que foi detectado, em Hengqin, um caso de espionagem internacional, que levou à detenção de um estrangeiro. Segundo a televisão estatal CCTV, o suspeito tentou roubar informação sobre a Ilha da Montanha a uma funcionária pública de Macau que está em serviço em Hengqin. A residente denunciou o estrangeiro devido à sua “atitude excessivamente entusiasta” e aos seus pedidos frequentes sobre informações de Hengqin.

       

      À distância de menos de 200 metros do ponto mais próximo de Macau, a Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin terá sido alvo de espionagem internacional, revelam as autoridades chinesas de segurança nacional. Segundo referiram, foi detido um “agente do departamento governamental de um país” que tentava ter acesso a “informações internas” e “políticas” de Hengqin, através de uma funcionária pública de Macau.

      A divulgação do caso foi transmitida na quarta-feira pelo canal exclusivo de notícias da CCTV. Segundo a rede de televisão estatal da China, a funcionária pública, de apelido Lei, que trabalha na Ilha da Montanha e foi a denunciante da situação, chegou a conhecer o suspeito no ano passado no trabalho, sendo o indivíduo funcionário de um departamento governamental de um país estrangeiro.

      O detido aparece em imagens parcialmente censuradas transmitidas pelo canal, de costas a ser interrogado, sendo um homem cuja nacionalidade não foi, no entanto, revelada.

      “Nos contactos seguintes, a atitude e atenção excessivamente entusiasta do indivíduo levantaram suspeitas por parte da senhora Lei”, descreve. Em declarações à CCTV, uma funcionária da agência para a segurança nacional chinesa, em anonimato, contou que o suspeito convidou a denunciante para “jantares e reuniões privadas”, e para “participar em actividades culturais organizadas por embaixadas do seu país na China”. As autoridades chinesas indicaram ainda que o suspeito até se ofereceu para patrocinar os estudos da residente no estrangeiro.

      “Ao mesmo tempo, esta pessoa também lhe perguntava activamente sobre Hengqin, até sobre a investigação e implementação da política da Zona de Cooperação. Muitas vezes, com o pretexto de realizar inquéritos e estudos, pedia-lhe frequentemente dados e informações internas [de Hengqin]”, destacou a responsável.

      A funcionária pública de Macau ficou logo em alerta e denunciou a situação ao Governo chinês. “As autoridades de segurança nacional, com a cooperação activa da senhora Lei, iniciaram atempadamente os trabalhos em resposta, eliminando os riscos e os perigos potenciais à segurança nacional”, noticiou.

      De acordo com a versão da CCTV, a investigação das autoridades de segurança nacional descobriu ainda que o suspeito aproveitava a facilidade de passagem fronteiriça de 24 horas em Hengqin e costumava cruzar a fronteira com regularidade na zona de cooperação. “Entrava frequentemente no país para realizar actividades de espionagem” e “através da rede aliciar os residentes de Hengqin e Macau para tirarem fotografias ilegais, o que constitui um perigo real para a segurança nacional”, disse.

      As autoridades frisaram que o suspeito acabou por ser identificado e detido com ajuda da ‘Big Data’ e vigilância policial no Posto Fronteiriço, “frustrando assim com êxito as tentativas de infiltração das forças anti-chinesas”.

      A Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin situa-se na parte sul da cidade de Zhuhai, sendo um projecto lançado por Pequim em 2021, ocupando uma área de 106 quilómetros quadrados. Apesar do facto de a zona ser ainda muito nova e em desenvolvimento, a CCTV salientou que Hengqin é “uma zona portuária de importância nacional e um relevante centro de entrada para a área da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”, onde “alguns espiões estrangeiros e agências de serviços secretos têm tentado estender as actividades de espionagem e roubo de informações para o Continente através da Zona”.

      Recorde-se que Macau aprovou em 2023 a revisão da lei relativa à defesa da segurança do Estado, a fim de “assegurar a prosperidade e a estabilidade social da RAEM”. O Executivo enalteceu, nas Linhas de Acção Governativa, a “firmeza na defesa da segurança nacional” e o combate contra “forças hostis” e “indivíduos anti-China” como prioridades dos trabalhos governativos deste ano.