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      Quarteto de favoritos vai tentar resgatar o trono da Ásia ao Qatar

      Japão, recordista de troféus, Arábia Saudita, Austrália e Coreia do Sul sobressaem entre os principais concorrentes à conquista da Taça Asiática de futebol, cuja 18.ª edição arranca amanhã no país detentor do título, o Qatar.

       

      Pouco mais de um ano depois de ter organizado o Campeonato do Mundo, o Qatar será agora palco da competição continental até 10 de fevereiro e que, inicialmente, esteve agendada para decorrer na China em 2023, mas acabou por ser deslocada para aquele país árabe, devido à pandemia de covid-19.

      Das nove selecções que já venceram a competição, apenas Israel (1964), que deixou a Confederação Asiática de Futebol (AFC) em 1974, e Kuwait (1980), que falhou o apuramento, não estarão presentes no Qatar.

      Os qataris, que até há pouco tempo foram liderados pelo português Carlos Queiroz, preparam-se para a 11.ª participação na fase final da prova, quatro anos após terem batido o Japão (3-1) na decisão de 2019, que lhes valeu a subida ao ‘trono’ da Ásia pela primeira vez.

      O Qatar terá como oponentes no Grupo A Líbano, China e o estreante Tajiquistão, a única entre as 24 formações presentes que nunca participou numa fase final da Taça Asiática.

      Contudo, o favoritismo para a 18.ª edição da prova será repartido por quatro selecções, nomeadamente Japão, Coreia do Sul, Austrália, que atingiram os oitavos de final do Mundial2022, e Arábia Saudita, que caiu na fase de grupos da mesma competição.

      Os japoneses são os mais bem sucedidos no campeonato continental, com quatro títulos arrecadados, em 1992, 2000, 2004 e 2011, e finalistas em 2019, preparando-se para a 11.ª presença na fase final, num grupo em que terão pela frente Indonésia, Vietname e Iraque.

      Além de Hidemasa Morita, médio do Sporting, os nipónicos contam nas suas fileiras com jogadores já com ‘rodagem’ no futebol europeu, como Tomiyasu (Arsenal), Endo (Liverpool), Minamino (Mónaco), Kubo (Real Sociedad), Maeda (ex-Marítimo e actualmente no Celtic) ou Mitoma (Brighton).

      A Arábia Saudita, que vai organizar a edição de 2027 da competição, foi uma das principais potências entre 1984 e 2007, chegando por seis vezes à final e vencendo em três ocasiões (1984, 1988 e 1996), a primeira sob o comando do brasileiro Mário Zagallo e a última com o português Nelo Vingada.

      Os sauditas, que no último Mundial foram os únicos a derrotar aquela que seria a campeã, Argentina, dificilmente não conseguirão o primeiro posto do Grupo F, em que enfrentarão Quirguistão, Omã e Tailândia, contando agora com uma clara influência lusa na seleção, tendo em conta os sete jogadores do Al Nassr, treinado por Luís Castro, e os oito do Al Hilal, liderado por Jorge Jesus, que integram a equipa, em que se evidencia o criativo Salem Al Dawsari.

      No Grupo B, a Austrália, campeã em 2015 e finalista em 2011, vai para a quinta participação na Taça da Ásia – depois de ter transitado da confederação da Oceânia em 2006 -, e tal como os principais rivais, terá uma primeira fase aparentemente ‘tranquila’, com Índia, Síria e Usbequistão.

      Campeã asiática nas duas primeiras edições da prova, em 1956 e 1960, e finalista vencida em outras quatro ocasiões, a Coreia do Sul tentará terminar com o hiato de conquistas de mais de seis décadas, naquela que será a sua 15.ª presença – divide com o Irão o estatuto de seleção com mais fases finais.

      Kim Min-jae (Bayern Munique), Son Heung-min (Tottenham), Lee Kang-in (Paris Saint-Germain) e Hwang Hee-chan (Wolverhampton) são os principais destaques dos sul-coreanos, que em 2019 atingiram os quartos de final, sob o comando de Paulo Bento, e que nesta edição estão integrados no Grupo E, com Jordânia, Malásia e Bahrain, este último qualificado por Hélio Sousa, que deixaria logo de seguida o cargo.

      No Grupo C, o Irão, do avançado do FC Porto Taremi, chega ao Qatar com o lastro de três títulos arrebatados de forma consecutiva, em 1968, 1972 e 1976, mas não mais voltou a erguer o troféu. Na primeira fase, defrontará Emirados Árabes Unidos, Hong Kong e também a Palestina, seleção que viaja para o Qatar a meio do conflito entre Israel e o Hamas.

      Os dois primeiros classificados de cada um dos seis grupos qualificam-se para os oitavos de final, tal como os quatro melhores terceiros colocados. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau