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      Início Internacional Potências e vizinhos apoiam Equador e esperam controlo do terror no país

      Potências e vizinhos apoiam Equador e esperam controlo do terror no país

      China, Rússia, Estados Unidos, Brasil, Espanha, Chile, Colômbia e Peru são alguns dos países que anunciaram o seu apoio ao Equador na sequência de vários actos de terror causados por grupos criminosos nos últimos três dias. O Presidente equatoriano, Daniel Noboa, anunciou, na segunda-feira, que o país estava em estado de emergência após a fuga de dois líderes de gangues criminosos, admitindo a existência de um conflito armado interno a nível nacional. Depois de distúrbios em seis prisões terem levado à fuga de presos considerados altamente perigosos, o país viveu, na terça-feira, um dia de terror que provocou pelo menos oito mortos em diversos atos violentos, como a tomada temporária de um canal de televisão por um grupo armado em Guayaquil, incêndios de carros, ameaças em universidades, instituições estatais e empresas. As autoridades equatorianas relataram ter feito pelo menos 70 detidos nos tumultos.

      Ontem, a China anunciou ter suspendido a actividade ao público da sua embaixada e consulado no Equador, referindo, em comunicado, que está “a avaliar a situação de segurança” no país. Ainda assim, um porta-voz da diplomacia chinesa, Mao Ning, sublinhou que Pequim apoia a ação das autoridades locais para restaurar a ordem. A mesma posição foi ontem defendida pela Rússia, que condenou os métodos terroristas utilizados pelos grupos criminosos. “Expressamos a nossa solidariedade para com o Governo e o povo do Equador, que enfrentam um forte aumento das atividades de grupos criminosos destinadas a desestabilizar a situação política interna”, disse a porta-voz da diplomacia russa, María Zajárova. “Esperamos que as autoridades equatorianas consigam colocar um travão eficaz aos elementos criminosos e que, com as suas próprias forças, sem interferência externa, recuperem o controlo da situação e restabeleçam a calma e a ordem”, acrescentou.

      Em Espanha, o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, disse ontem confiar que o Equador irá recuperar “em breve” a normalidade e apoiou as instituições democráticas do país latino-americano. Reconhecendo “extrema preocupação com a situação de violência”, os Estados Unidos afirmaram, numa declaração feita na terça-feira pelo chefe da diplomacia norte-americana para a América Latina, Brian Nichols, estar “prontos para prestar assistência”. Por seu lado, a França recomendou aos seus cidadãos adiar quaisquer viagens para o Equador face à onda de violência, tendo o Ministério dos Negócios Estrangeiros recordado que o país está sob estado de emergência durante 60 dias.

      Entre os vizinhos mais próximos do Equador, a onda de solidariedade foi unânime, com o Brasil, o Chile, a Colômbia e o Peru a manifestarem o seu apoio, embora as autoridades de Lima tenham decidido também declarar, na terça-feira à noite, um estado de emergência ao longo dos mais de 1.400 km de fronteira com o Equador e reforçado a vigilância.

      O Equador, que já foi um refúgio de paz, é hoje um país devastado pela violência depois de se tornar o principal ponto de exportação da cocaína produzida nos vizinhos Peru e Colômbia. Os assassinatos nas ruas aumentaram 800% entre 2018 e 2023, passando de seis para 46 por cada 100 mil habitantes. Em 2023, foram registados 7,8 mil homicídios e foram apreendidas 220 toneladas de drogas.

       

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      Redacção do Ponto Final Macau