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      Trabalhadores não residentes estão a enjeitar Macau

      As empresas estão a ter dificuldades na contratação de trabalhadores não residentes que, segundo o secretário para a Economia e Finanças, preferem ir para outros destinos com melhores condições laborais. Lei Wai Nong esteve ontem na Assembleia Legislativa e disse que Macau está a enfrentar forte concorrência para atrair os recursos humanos necessários.

       

      Lei Wai Nong, secretário para a Economia e Finanças, esteve ontem na Assembleia Legislativa (AL) para responder aos deputados sobre as políticas de recrutamento de recursos humanos, nomeadamente no que toca ao equilíbrio entre as necessidades das empresas e a prioridade no acesso ao emprego por parte dos residentes locais. Na discussão, o governante indicou que há pouco interesse por parte dos trabalhadores não residentes em vir para Macau.

      “Em termos de benefícios, os trabalhadores não residentes não estão a escolher Macau como destino, portanto estamos a deparar-nos com estas dificuldades”, afirmou o secretário, sublinhando que a RAEM enfrenta forte concorrência para cativar recursos humanos, nomeadamente em sectores como a restauração, limpeza e manutenção. “Estas áreas enfrentam dificuldades na contratação de trabalhadores”, notou.

      Na resposta, o secretário assinalou também que o Governo tem tentado solucionar as necessidades de mão-de-obra dos diferentes sectores de actividade, ao mesmo tempo que promove a empregabilidade dos residentes locais.

      Lei Wai Nong destacou que, até ao final do ano passado, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) realizou 152 sessões específicas de emparelhamento com os sectores de actividade, 48 sessões de emparelhamento com as empresas de turismo e lazer, três feiras de recrutamento de grande dimensão, ainda como nove planos específicos de emprego para as empresas de turismo e lazer, que, juntamente com as demais medidas de emparelhamento profissional, foram integrados com sucesso um total de 13.835 residentes no mercado de trabalho.

      Além disso, o secretário garantiu que, “tendo em conta a recuperação económica e as necessidades de desenvolvimento de Macau pós-epidemia, tendo como pressuposto a garantia do emprego e a protecção dos direitos e interesses laborais dos trabalhadores locais, para que estes não sejam prejudicados”, a DSAL irá processar os pedidos de contratação de trabalhadores não residentes, “de modo a aliviar as situações de escassez de recursos humanos das pequenas e médias empresas, apoiando o desenvolvimento estável das operações empresariais”.

      “Em síntese, o Governo continuará atento à evolução do mercado de trabalho de Macau, definindo de forma específica, estratégias de recrutamento, de emparelhamento e de aconselhamento de emprego para equilibrar a procura e oferta do mercado de emprego, ainda como ajustar dinamicamente o número de trabalhadores não residentes, com o intuito de criar de forma contínua, condições mais favoráveis para a empregabilidade dos residentes”, concluiu Lei Wai Nong.