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      Todos somos artistas, diz o Festival Fringe, convidando à participação numa exposição

      A “Exposição de Arte para Todos”, uma das actividades complementares do Festival Fringe, incita à participação de qualquer pessoa que queira expor as suas criações artísticas, podendo ainda criá-las nos dois locais por onde a exposição vai passar: na antiga Fábrica de Panchões Iec Long, entre 17 e 22 de Janeiro, e no Parque Urbano da Areia Preta, de 23 a 28.

       

      Por forma a pôr em prática o conceito de que a arte é uma forma de expressão inclusiva e acessível a todos, esta edição do Festival Fringe incluirá uma “Exposição de Arte para Todos” onde qualquer pessoa pode participar, expondo as suas pinturas ou esculturas. Coincidindo com a duração do Festival Fringe, entre 17 e 28 de Janeiro, a mostra de trabalhos amadores poderá ser visitada entre 17 e 22 de Janeiro na antiga Fábrica de Panchões Iec Long, e de 23 a 28 de Janeiro no Parque Urbano da Areia Preta, perto do Centro de Saúde. O Instituto Cultural (IC) divulgou em nota que os interessados são bem-vindos a apresentar os seus trabalhos até esta sexta-feira, 12 de Janeiro, podendo ainda criá-los nos dois locais da exposição itinerante. As criações originais podem ainda ser entregues, juntamente com o formulário de inscrição preenchidos, no edifício do IC na praça do Tap Seac, durante o horário de expediente. Os formulários de inscrição podem ser descarregados das páginas electrónicas do IC e do Festival Fringe.

      “A criatividade vem em primeiro lugar, independentemente das formas e temas”, argumentou o IC, e para isso disponibiliza nos locais da mostra uma zona criativa para permitir que o público possa “manifestar o seu potencial criativo de forma improvisada, promovendo a ideia de que todos podem ser artistas”. Com o objectivo de incentivar a participação dos interessados na criação artística, estão previstas três sessões de “Workshops Criativos para Todos”, no fim de semana de 13 e 14 de Janeiro. Estas incluem um “Workshop Criativo de Plasticina para Crianças”, “Workshop Criativo de Carpintaria para Famílias” e “Workshop Criativo de Electrónica”. Estes ateliers práticos recorrem a materiais diversos para que os participantes possam “compreender as características dos diferentes materiais, podendo ainda, sob a orientação de instrutores, desenvolver a sua criatividade e criar obras únicas”, destacou o IC.

      Os trabalhos produzidos nos workshops podem fazer também parte da “Exposição de Arte para Todos”. As inscrições para estas actividades já podem ser feitas através da secção “Inscrição em Actividades” da Conta Única de Macau. Estão disponíveis 20 vagas por sessão e a inscrição custa 50 patacas, sendo a sua distribuição feita por ordem de chegada. As inscrições estarão abertas até 11 de Janeiro ou até que todas as vagas sejam preenchidas.

       

      CIRCO NA FÁBRICA DE PANCHÕES

       

      Entretanto, o Festival Fringe, para além de outros espectáculos centrados na dança e teatro físico, vai trazer à cidade diversas actuações de artes circenses, com duas tardes na antiga Fábrica de Panchões Iec Long no fim de semana de 27 e 28 de Janeiro: “Jogos em Progresso”, pelo grupo taiwanês O Portal do Circo, propõe às 14h30 a participação em jogos infantis destinados a “libertar a criança que existe em todos nós”, através de actividades inspiradas no “espírito aventureiro do circo como meio de romper barreiras”. Nos mesmos dias e mesmo local, mas às 16h, o duo Circo Raro irá apresentar o espectáculo “Trilho”, que envolve truques de malabarismo: utilizando bolas de cristal e diábolos numa “intrincada” sucessão de manobras, o espectáculo explora a ligação entre os artistas e os instrumentos do malabarismo. “Desenvolvendo o ‘trilho’ de cada movimento, o espectáculo estabelece uma ligação com as actividades quotidianas do ser humano”, esclareceu ainda a organização.

      As actuações do último fim de semana do Fringe terminam com o espectáculo “Os Palhaços Corvos”, de Kuong Chun Yip, às 17h30. A criação original de teatro de palhaços produzida por membros da companhia Comprimidos da Palhaçada recorre a palhaçadas e malabarismo para contar a “história da partida repentina do avô corvo, apelando tanto a adultos como a crianças”: “Numa família de corvos, há um irmão mais velho, um corvo pequeno, um corvo bebé e um respeitável avô corvo. Os quatro ganham a vida a respigar, dependendo uns dos outros. Os seus truques intrigantes enchem o quotidiano de felicidade e surpresa. No entanto, como em muitas outras histórias de vida, certa noite chega a hora de uma despedida”.

      Os bilhetes do 22.º Festival Fringe da Cidade de Macau já se encontram à venda nas plataformas habituais. A presente edição do Festival Fringe, partilhou o IC em nota, apresentará uma variedade de programas “intrigantes” que se concentram no “enriquecimento espiritual” e, ao mesmo tempo, são bastante “interactivos”. O espectáculo imersivo e interactivo de dança “25 Pés” será apresentado pela companhia As100Mãos, dos Países Baixos, e por um par de bailarinos da Mais Produção, de Xangai, que irão levar o público a explorar a relação entre o espaço e o corpo, através de jogos interactivos dentro dum quadrado com apenas 25 pés de lado. “Trabalho.txt” é um programa interactivo em que o público é o protagonista. Criado conjuntamente por Nathan Ellis e pela Mais Produção, funciona como um escritório sem restrições, convidando os participantes a uma redescoberta do significado do trabalho. O espectáculo “PassosLivres – Anos Dançantes”, contará com a actuação de um grupo de dez bailarinos seniores vindos de Taiwan, que vão dar as mãos ao público para a apresentar uma dança “especial”. “Deixe a Flor no Seu Coração Desabrochar”, por seu turno, será interpretado pelas instrutoras e coreógrafas de dança chinesa Stella Ho e Leong Iek Kei, para expressar os seus sentimentos através da dança e representar “a dança que está escondida no coração”. Por fim, o espectáculo “Um, Dois… e Meio” permitirá que os participantes explorem a sua própria criatividade através do movimento e expressão corporais.