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      Aumento de preços da gasolina é menor que nas cidades vizinhas, diz Conselho de Consumidores

      Os preços da gasolina sem chumbo cresceram 1,66 patacas, em média por litro, desde o início de 2020 até ao momento. O Conselho de Consumidores fez a comparação com o aumento de preços dos combustíveis em Hong Kong e Zhuhai e apontou que o ajuste em Macau foi de nível relativamente baixo. A Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico disse estar a discutir com o sector a adaptabilidade de introduzir a gasolina 95.

       

      O Conselho de Consumidores referiu que Macau registou um aumento acumulado de 1,66 patacas nos preços médios, por litro, da gasolina sem chumbo, entre o período do início de Dezembro de 2023 e o início de Janeiro de 2020. O ajuste do custo dos combustíveis no território foi mais baixo em comparação com as cidades vizinhas, enquanto que em Hong Kong e Zhuhai houve, entretanto, um aumento de valor em 6,43 patacas e 1,82 patacas, respectivamente.

      A informação foi avançada na sequência de uma interpelação escrita apresentada por Ella Lei, acerca do elevado preço do petróleo. A deputada revelou que os preços da gasolina sem chumbo 98 em Macau e em Zhuhai verificaram uma diferença de 0,71 patacas em Março de 2021, mas que atingiu entre 3,3 e 3,5 patacas em Novembro do ano passado. A situação levou a população a questionar o problema de “aumento rápido e diminuição lenta do preço” da gasolina e a alertar para “muitos aumentos e poucas reduções”, fazendo com o que público tenha “dificuldade em tomar conhecimento da situação”, segundo Ella Lei.

      Na resposta, o Conselho de Consumidores garantiu que continua a actualizar e divulgar informações sobre os preços dos combustíveis, “aumentando a transparência do mercado” a fim de facilitar a escolha dos consumidores.

      “O Grupo de Trabalho Interdepartamental para a Fiscalização dos Combustíveis tem vindo a acompanhar de perto e a monitorizar a evolução internacional dos preços do petróleo, dos preços de importação e dos preços de venda a retalho”, afirmou o presidente substituto do Conselho de Consumidores, Ao Weng Tong.

      Ao mesmo tempo, “fazemos ainda referência à situação mais recente do mercado nas regiões vizinhas, como o interior da China e Hong Kong, e tem-se mantido a par da situação do abastecimento e dos preços dos produtos combustíveis, com vista a instar o sector a estabilizar os preços e o abastecimento de combustíveis em Macau”, disse o responsável.

      Consultando a Tabela das Actualizações dos Preços de Gasolina sem Chumbo, disponível no portal da Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), o preço de gasolina sem chumbo em Macau sofreu, desde 2020 até à data, 130 ajustamentos, dos quais 91 envolveram aumento de preços. O ano de 2021 foi a altura em que a subida de valor do preço a retalho foi mais intensa, sendo que 42 dos 46 ajustes levaram aumento. Já em Hong Kong, no mesmo período de quatro anos, houve 95 vezes de mudança de preços da gasolina sem chumbo, com 61 aumentos.

       

      NOVOS PRODUTOS PETROLÍFEROS

       

      Na sua interpelação, a deputada Ella Lei pede ainda que seja acelerado o processo de introdução de venda a retalho da gasolina 95. Como tinha referido o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, em Novembro do ano passado na Assembleia Legislativa, se os novos terrenos a conceder envolverem bombas de gasolina, seriam introduzidas novas condições e seria possível utilizar a gasolina 95, “e que esperava opções no mercado”.

      A DSEDT, em contrapartida, revelou que está já a trabalhar com os operadores de instalações dos combustíveis “para estudar a adaptabilidade de introduzir novos produtos petrolíferos. “Uma vez que a introdução de novos produtos petrolíferos exige certos ajustamentos e configurações em termos de navios de transporte, instalações de depósito de combustível, equipamento das estações e veículos de transporte, é necessário tempo para a indústria estimar os custos de importação”, destacou.

      Na mesma linha, o Executivo considera viável, no futuro, acrescentar a exigência aos operadores que introduzem novas marcas de combustíveis ou novos produtos petrolíferos no concurso público para novos postos de combustíveis.