Edição do dia

Quinta-feira, 22 de Fevereiro, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
neblina
21.9 ° C
25.4 °
20.9 °
100 %
3.1kmh
75 %
Qui
23 °
Sex
21 °
Sáb
20 °
Dom
21 °
Seg
20 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      Início Grande China Detido antigo vice-presidente do Banco de Desenvolvimento da China

      Detido antigo vice-presidente do Banco de Desenvolvimento da China

       

      A Procuradoria-Geral da China ordenou ontem a detenção de Zhou Qingyu, antigo vice-presidente Banco de Desenvolvimento da China, instituição do Estado chinês que é um dos principais financiadores dos países em desenvolvimento. Zhou foi acusado de aceitar subornos.

      A detenção surge no final de uma investigação da Comissão Nacional de Supervisão, órgão máximo anticorrupção da China, sobre suspeitas de “violações graves” da lei, informou a agência de notícias oficial chinesa Xinhua. Ainda não foi divulgada qualquer informação sobre as datas do julgamento do antigo director financeiro.

      Zhou, que ocupou o cargo entre 2016 e Julho de 2022, apenas dois meses antes de completar 60 anos, está também a ser investigado desde Maio pela Comissão Central de Inspecção e Disciplina, o poderoso órgão anticorrupção do Partido Comunista da China (PCC).

      Em Novembro passado, aquele órgão acusou o banqueiro, nascido em 1962 na província central de Henan, de, entre outras coisas, “coleccionar e ler em privado livros e publicações sobre questões políticas sérias”, “aceitar banquetes”, “aderir a clubes privados” e “interferir de forma flagrante no recrutamento de funcionários de instituições financeiras”.

      Em Fevereiro passado, o PCC comprometeu-se a intensificar a campanha contra a má conduta financeira, poucos dias depois de o desaparecimento do conhecido banqueiro Bao Fan, que mais tarde anunciou estar a “cooperar numa investigação”, de acordo com o banco de investimento de que é fundador, o China Renaissance.

      A campanha no sector financeiro resultou na acusação de vários funcionários de organismos reguladores e de altos dirigentes de empresas.

      Depois de ascender ao poder, em 2012, o actual secretário-geral do PCC e Presidente da China, Xi Jinping, deu início a uma campanha anticorrupção, no âmbito da qual centenas de funcionários chineses foram condenados por aceitarem subornos no valor de milhões. Alguns críticos sugeriram que a campanha foi também utilizada para afastar alguns dos rivais políticos de Xi.

      O Banco de Desenvolvimento da China converteu-se, nas últimas décadas, num financiador chave dos países em desenvolvimento, sendo, por exemplo, um dos principais financiadores de Angola.

       

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau