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      IC aposta em programas festivos de “diversificação” para o Natal e passagem de ano

      Duas festas de ‘réveillon’ com a brasileira Lia Sophia na península e Joey Wong na Taipa, Makoto Ozone, Ouyang Nana e o Hong Kong Ballet são algumas das apostas do IC para um fim de ano com uma programação “ecléctica” repleta de “tentativas inovadoras”.

       

      O Programa de Inverno “Uma Base Cultural” foi dado ontem a conhecer pela presidente do Instituto Cultural (IC) e outros representantes de organismos governamentais, assim como das seis concessionárias, que colaboram com o Governo no desenvolvimento destas iniciativas, reforçando a diversificação da oferta cultural e de entretenimento e lazer de Macau.

      “Em Dezembro e Janeiro, comemora-se o aniversário do estabelecimento da Região Administrativa Especial de Macau e várias festividades, incluindo o Solstício de Inverno, o Natal, a Véspera de Ano Novo e o Dia de Ano Novo. Nos próximos feriados, o IC irá apresentar sete grandes programas culturais de artes performativas e exposições e organizará uma série de eventos festivos nas zonas históricas em conjunto com as seis empresas integrados de turismo e lazer. Oferecendo um total de mais de 25 sessões de eventos, esperamos enriquecer a essência cultural de Macau como “Uma Base” e dar a conhecer o apelo multicultural da cidade”, referiu Leong Wai Man no seu discurso de apresentação do programa.

      Embora já tenha sido anunciado e com bilhetes à venda há um mês, o espectáculo de dança acrobática “Alice” pela companhia norte americana MOMIX com actuações agendadas para os dias 21 a 25 de Dezembro no Centro Cultural de Macau, abre as festividades organizadas pelo IC. Também no mesmo auditório, está prevista a actuação da Orquestra de Macau com o Hong Kong Ballet na última noite do ano, a 31 de Dezembro, pelas 20h. A Gala de Ballet “Recheada de Estrelas”, aposta da SJM Resorts, contará ainda com a presença da “conceituada executante de violoncelo Ouyang Nana” apresentando obras-primas clássicas “bem conhecidas”, indicou o IC em nota de imprensa. Os bilhetes para este espectáculo vão estar disponíveis para compra a partir do meio-dia de hoje.

      A Orquestra de Macau terá outra actuação poucos dias antes, no dia 23, mas no Auditório do Centro de Convenções da Galaxy. A orquestra vai colaborar com a japonesa Makoto Ozone, artista conhecida de jazz que vem a Macau com o contrabaixista Shimpei Ogawa e o baterista Kunito Kitai para proporcionar ao público um concerto que combina a música clássica e sonoridades jazzísticas, revelou o IC. Os bilhetes do concerto organizado pelo Galaxy Entertainment Group também vão ser postos à venda hoje.

      Por sua vez, a Orquestra Chinesa de Macau também vai contribuir para as festividades com o já icónico ciclo “Melodias Inesquecíveis nas Ruínas de S. Paulo”, que costumam decorrer ao entardecer do dia nas Ruínas de S. Paulo por altura do Natal e Ano Novo. As actuações previstas para as 18h e 19h foram organizadas com o intuito de “integrar os edifícios históricos e a música para criar concertos com um estilo próprio de Macau, resultante da amálgama das culturas chinesa e ocidental”. A entidade organizadora indicou ainda que o concerto de véspera de Natal nas Ruínas de São Paulo estará a cargo da Orquestra de Macau, com uma série de melodias natalícias familiares e a participação de vários coros de Macau. Na Véspera de Ano Novo, será a vez da Orquestra Chinesa de Macau apresentar um “programa de música enérgica e emocionante para dar a conhecer o encanto único da cultura chinesa”.

      Quanto aos habituais concertos de fim de ano, e depois de no ano passado estas actuações terem sido canceladas devido ao surto pandémico vivido no território, este ano o IC optou por fazer uma festa a dobrar: em Macau, e na Taipa. Em Macau, o concerto na praça do Lago Sai Van vai contar com as actuações da cantora brasileira Lia Sophia e de vários artistas locais. “À meia-noite do Dia de Ano Novo, será lançado fogo-de-artifício apoiado pela SJM Resorts, S.A., do topo da Torre de Macau, enchendo de brilho o céu nocturno de Macau”, partilhou o IC.

      Na Avenida da Praia na Taipa, o espectáculo de fim de ano será protagonizado pela cantora de Hong Kong, Joey Wong. No local, serão instalados stands temáticos da Austrália, Filipinas, Índia, Indonésia, Myanmar e Vietname, com artesanato, jogos e petiscos típicos destas comunidades de “residentes estrangeiros e chineses expatriados”. O IC avançou ainda que as seis empresas integradas de turismo e lazer realizarão também uma série de actividades em diversas zonas históricas, actividades cujos detalhes ainda não foram anunciados.

      Incluído neste programa de seis ofertas culturais está também a exposição “Eminência Dourada: Tesouros do Museu do Palácio e do Mosteiro de Tashi Lhunpo” no Museu de Arte de Macau, que poderá ser visitada de 16 de Dezembro a 17 de Março do próximo ano. Esta é a primeira vez que uma exposição sobre os Panchen Lamas e a arte budista do Palácio Imperial é realizada no exterior. A mostra de 137 relíquias preciosas pretende “apresentar o intercâmbio artístico e tecnológico entre o Tibete e a corte da Dinastia Qing e a ligação entre a cultura das planícies centrais e a cultura tibetana a partir da perspectiva do contacto entre os sucessivos Panchen Lamas e a corte dos Qing”.

       

      FADO NO TEATRO D. PEDRO V

       

      Entretanto, o IC aproveitou para divulgar detalhes das novas noites de Fado no Teatro D. Pedro V. Entre os dias 19 de Janeiro e 11 de Fevereiro do próximo ano, durante quatro semanas irão decorrer noites de fado todas as sextas, sábados e domingos, concertos que contarão com os fadistas portugueses Bárbara Santos e Tiago Correia. Antes das actuações, os espetadores vão poder provar “vinho e petiscos portugueses”, numa combinação de música e gastronomia para criar “uma experiência completa, uma noite especial”, explicou Leong Wai Man. O IC vai colaborar com agências de viagens para vender aos turistas pacotes de bilhetes para estes espetáculos, que podem “mostrar que Macau é diferente das outras regiões chinesas”, acrescentou a mesma responsável durante a conferência de imprensa. Esta sublinhou que o projecto pretende “aproveitar as vantagens e singularidades de Macau”, começando pelo Teatro D. Pedro V, “um espaço patrimonial com significado histórico”, por ser o primeiro teatro de estilo ocidental na China. Embora as noites de fado sejam “um projecto a título experimental”, cujo impacto será revisto após ter terminado, a dirigente garantiu que o objectivo é “ter actuações de marca permanentes”. Leong Wai Man acrescentou que os espetáculos poderão ser alargados a outros locais e edifícios do centro histórico de Macau.  “Este é um projecto a que damos grande importância, porque queremos construir Macau como uma base cultural entre a China e os países de língua portuguesa”, disse.