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      Projecto-piloto de animações na Rua da Felicidade e Fortaleza do Monte atraiu quase 60 mil por dia  

      Durante o Grande Prémio e os feriados do Bolo Lunar as animações na Rua da Felicidade e Fortaleza do Monte receberam quase 60 mil visitantes diários. A presidente do Instituto Cultural e restantes membros do Conselho Consultivo para o Desenvolvimento Cultural fizeram um balanço positivo da prestação das concessionárias naquele que foi o projecto-piloto de revitalização de bairros históricos.

       

      O primeiro de muitos, o projecto-piloto de revitalização da zona histórica que engloba a Rua da Felicidade e a Fortaleza do Monte e cuja dinamização esteve a cargo da Wynn Resorts, foi um dos temas debatidos ontem durante a 7.ª reunião do Conselho Consultivo para o Desenvolvimento Cultural. Satisfeitos com os resultados desta primeira iniciativa que antecede outras que decorrerão nas seis zonas históricas a serem animadas e “revitalizadas” pelas seis empresas de turismo e lazer envolvidas, Leong Wai Man, presidente do Instituto Cultural (IC) e os restantes membros do Conselho Consultivo para o Desenvolvimento Cultural aproveitaram ainda a ocasião para debater os planos e trocar ideias de dinamização dos bairros antigos. Também foram ainda ouvidos pareceres sobre dois pedidos de renovação de reconhecimento de pessoas colectivas.

      Numa reunião que contou ainda com a directora dos Serviços de Turismo, a representante do Gabinete do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura e o presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Desenvolvimento da Cultura, entre outros, abordaram-se ainda alguns projectos em desenvolvimento como o casino flutuante Macau Palace, projecto que os responsáveis partilharam ter sido bem acolhido por todos os presentes, já que esta é “uma memória colectiva de Macau, e que também foi onde se produziu um filme de James Bond”, recordou o porta-voz do Conselho.

      Este esclareceu que o barco vai ser instalado na zona da ponte 14 e 16, assim como o relógio da ponte-cais 16, que se encontram sob fase de reparação e melhorias. Fica também ainda por desenvolver os planos concretos de revitalização do Macau Palace, planos esses que ainda não foram entregues pelas concessionárias ao Governo.

      Leong Wai Man, que também é presidente substituta deste Conselho Consultivo, revelou aos jornalistas presentes que as actividades especiais durante os dias do Grande Prémio na Rua da Felicidade e da Fortaleza do Monte conseguiram atrair uma média diária de entre 59 a 69 mil pessoas, e que “nessa altura havia 37 espectáculos, e tendas para vender comidas, lembranças, etc.”, tendo a iniciativa beneficiado também as PME e as lojas em redor, destacou.

      Durante os feriados do Bolo Lunar, cerca de 53 mil pessoas por dia dirigiram-se a estas zonas, acrescentou. Comparando estes dados com números anteriores, a título de exemplo a responsável referiu que só na Fortaleza do Monte, durante os dias do Grande Prémio, foram registadas 15 mil visitas diárias, e que nos dias normais, este valor era de apenas três mil. Estas dados, vincou, são a prova de que a “cooperação-sinergia entre o Governo e empresas durante as festividades” foi bem-sucedida, e que “a longo prazo precisamos de implementar elementos especiais na Fortaleza ou na Rua da Felicidade, entre outras zonas históricas para atrair mais pessoas”, defendeu. Depois deste “auge histórico” de afluência de pessoas a estes espaços, ficam agora previstas novas animações para o Natal, programas que serão anunciados depois de serem recolhidos os ante-projectos da concessionária responsável.

      Também pouco pôde ser avançado sobre outros projectos em torno da Avenida Almeida Ribeiro, embora o porta-voz do Conselho Consultivo tenha admitido que a cooperação com as concessionárias neste caso é mais “fácil”, já que estas “têm duas propriedades imóveis no local”. Este revelou que se discutiram detalhes das pontes-cais 23 e 25, estaleiros que o Governo pretende desenvolver, e também se falou sobre o Pátio da Eterna Felicidade e o beco da felicidade. Os membros apoiaram estas iniciativas, mas quanto aos detalhes, ainda é preciso “mais tempo para planear”. Recorde-se que tinha sido anunciado que a Sands China seria a concessionária que ficaria a cargo destas ruas juntamente com a Rua das Estalagens. O Pátio da Eterna Felicidade vai-se tornar num “Novo Pátio”, um local onde artistas contemporâneos poderão colaborar e apresentar as suas obras. Ficou ainda previsto que esta dinamização seja levada a cabo em colaboração com organizações e artistas de Macau.

       

      REVITALIZAÇÃO OU GENTIFRICAÇÃO?

       

      Na conferência de empresa, as autoridades foram questionadas sobre a preservação de edifícios antigos como o n.º 106 da Rua das Estalagens, com a responsável a admitir que nem todos os edifícios antigos podem ser revitalizados. “Temos de fazer opções e beneficiar a generalidade de toda a zona antiga”. Os responsáveis foram também questionados sobre se foi considerada a questão do possível aumento das rendas na Rua das Estalagens, depois de esta zona vir a ser ainda mais dinamizada. Leong Wai Man disse que já tinha previsto esta possibilidade, mas que a lei do mercado livre é que ditará o futuro dos residentes tradicionais daquela zona histórica, e que não se pode ter dinamização, sem haver também uma subida nos preços de arrendamento das lojas. “Se, através deste projecto de revitalização, conseguirmos trazer mais movimento à zona, e trazer mais frutos económicos à zona, o ajustamento da renda será económico devido à regra do mercado livre. Embora as rendas possam aumentar, também haverá mais empresas a quererem instalar-se nessas zonas, por isso é uma opção. Querem rendas baixas, mas não há ninguém para explorar actividades ali, ou rendas caras, mas com mais visitantes, mais negócios e mais lojas a instalarem-se ali para explorarem as suas actividades? É a regra do mercado livre, e uma escolha”, afirmou.