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      Elsie Ao Ieong promete reduzir tempo de espera das consultas de especialidade

      A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura reconhece que há especialidades médicas cujo tempo de espera é mais longo, nomeadamente a oftalmologia e a ortopedia. As duas especialidades obrigam a um tempo de espera de dez semanas, apesar de o período médio de espera geral das consultas de especialidade ser de 3,6 semanas. Elsie Ao Ieong compromete-se a reduzir o tempo de espera da primeira consulta de especialidade nas acções governativas para 2024. A governante revelou, além disso, que será estudada no próximo ano a criação de uma nova categoria de instituições médicas, que terão classificação entre hospital e clínicas.

       

      O tempo médio de espera para a primeira consulta de especialidade foi reduzido neste ano para 3,6 semanas nos serviços de saúde pública, e as autoridades defendem um maior encurto para o próximo ano, apesar de não adiantarem qual a meta. Elsie Ao Ieong, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, disse que se empenhar para tornar o tempo de espera mais curto.

      “Nas consultas de especialidade, o primeiro atendimento exige em média a espera de 3,6 semanas, mas a maioria dos doentes não precisam de esperar por esse tempo e podem ir à primeira consulta dentro de mais de uma semana. Mais de metade dos pacientes podem ir à consulta no período entre uma ou duas semanas”, salientou a secretária.

      No debate de ontem na Assembleia Legislativa sobre as Linhas de Acção Governativa para 2024 da tutela dos Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong apontou que não é possível os utentes poderem ir ao médico de especialidade de forma “walk-in”, e o que as autoridades podem fazer é reduzir o tempo de espera. “Para os casos de cancro em fase terminal, doentes com problemas graves de saúde mental, ou crianças, existe o canal verde para o tratamento médico, os casos de emergência podem ser atendidos de imediato”, assegurou.

      Os dados fornecidos pelas autoridades suscitaram assim a dúvida do deputado Ron Lam, que assinalou que, se a média é de 3,6 semanas de espera e se há casos em que a espera é de uma semana, isso significa que há situações em que o período de espera é “bastante longo”.

      “É um facto que algumas especialidades nos hospitais obrigam actualmente um tempo de espera mais prolongado, mas são relacionadas com doenças não urgentes, os doentes podem aguardar”, reconheceu a secretária. Na resposta, Elsie Ao Ieong apontou para o exemplo da oftalmologia do Centro Hospitalar Conde de São Januário, onde o tempo de espera para a primeira consulta se situa em dez semanas.

      “Devido ao aumento da população idosa em Macau, há mais procura dos serviços da oftalmologia, incluindo uma maior necessidade de cirurgias às cataratas. Mas dez semanas são aceitáveis, não têm uma condição crítica e podem esperar”, disse. A ortopedia é uma outra especialidade médica em que os pacientes ficam à espera de consulta por mais tempo, implicando um tempo médio de dez semanas. Sendo assim, o Governo pretende controlar o tempo para que não ultrapasse as 10 a 12 semanas para todos os casos.

      Elsie Ao Ieong adiantou que há quatro especialidades que são sujeitas a espera por quatro a oito semanas, enquanto para as outras 14 especialidades é de duas semanas.

       

      ORÇAMENTO REDUZIDO

       

      Vários deputados mostraram preocupações relativamente aos recursos para os serviços médicos, quer públicos, quer dos subsídios para as instituições privadas. “As despesas orçamentadas para o próximo ano apresentam uma redução de 2,3%, o que é preocupante. Mas o Governo vai também dar um orçamento de 1,6 mil milhões de patacas para o Hospital das Ilhas”, questionou Ron Lam.

      Elsie Ao Ieong, nesse sentido, indicou que nos últimos anos o orçamento anual para os trabalhos de prevenção da Covid-19 foi de mil milhões de patacas e que, relativamente ao orçamento para cuidados de saúde, registou-se um corte de 100 milhões de patacas em 2023 e em 2024.

      “O orçamento proposto pelos Serviços de Saúde era de cerca de nove mil milhões de patacas no passado, mas a utilização efectiva foi oito mil milhões, portanto reduzimos ligeiramente o orçamento na esperança de aumentar a taxa de utilização, mas isso não significa que se pode desperdiçar o erário”, realçou.

      Para além disso, a secretária revelou ontem que o Executivo vai estudar a viabilidade da criação de uma nova categoria de instituições médicas classificadas entre hospital e clínicas, a fim de alargar o espaço de desenvolvimento do mercado de cuidados de saúde, bem como promover os trabalhos legislativos do regime de supervisão e administração de dispositivos médicos de pequena dimensão.