Edição do dia

Quinta-feira, 29 de Fevereiro, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nevoeiro
17.9 ° C
17.9 °
16.9 °
88 %
2.6kmh
40 %
Qui
21 °
Sex
17 °
Sáb
16 °
Dom
20 °
Seg
22 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      Início Desporto Trio da Theodore PREMA Racing pronto para brilhar na corrida de F3...

      Trio da Theodore PREMA Racing pronto para brilhar na corrida de F3  

       

      Os jovens pilotos de Fórmula 3 da equipa Theodore PREMA Racing partilharam as suas aspirações e preparativos para a corrida do próximo fim de semana. Daisy Ho aproveitou a ocasião para recordar aquele que é o marco histórico dos 70 anos do Grande Prémio de Macau, mas também o 50º aniversário da Equipa Theodore Racing, fundada por Teddy Yip, “afectuosamente conhecido como o Mr. Grand Prix”.

       

      Pilotos e líder da equipa Theodore PREMA Racing estiveram ontem à conversa com o PONTO FINAL e outros jornalistas, revelando objectivos para a próxima corrida de Fórmula 3 e partilhando impressões sobre o Circuito da Guia. No discurso de boas vindas, Daisy Ho recordou Theodore Yip como um piloto apaixonado pelo desporto automóvel que “ao lado da STDM ajudou a estabelecer Macau como uma reputável incubadora para as corridas de Fórmula 1. A cada ano, o evento atraiu um número crescente de visitantes ao território, um sucesso que foi pioneiro na simbiose entre turismo e desporto, abrindo caminho para o desenvolvimento de Macau na década que seguiria”. A directora de operações da SJM louvou ainda a iniciativa do filho de Theodore Yip: “Há 10 anos, Teddy Yip Junior fez renascer o seu legado ao trazer a equipa Theodore PREMA Racing de volta à linha da frente das corridas do Grande Prémio, sob o estandarte da SJM”. Às duas vitórias em 2013 e 2015, juntaram-se agora as conquistas do 1º e 2º  lugar nas corridas F4 do fim de semana passado por, respectivamente, Arvid Lindblad e Charles Leong, de Macau.

      O líder da equipa da Theodore Racing destacou que este ano a PREMA também celebra 40 anos, numa combinação de “aniversários com significado”. Com alguma emoção na voz, à margem da conferência de imprensa geral, confessou sentir-se “extremamente orgulhoso” de ter trazido a Theodore Racing de volta. “Perdurar há 50 anos é, a esta altura, algo excepcional, e para mim, pessoalmente, é algo que trago perto do coração”, partilhou. “Sempre que aqui venho a Macau é uma experiência emocional em termos pessoais, mas também profissionais”. Quanto ao facto de as fronteiras voltarem a estar abertas, mostrou-se entusiasmado por “podermos ter os melhores pilotos do mundo em seis categorias a darem um festival de desporto automóvel espectacular. É bom ver o GP a voltar a ser o que era”.

       

      CIRCUITO DA GUIA DE TÁXI

       

      Aos jornalistas, os jovens pilotos falaram sobre como se têm preparado, e como tencionam gerir os desafios do percurso e as voltas do Circuito da Guia.  O italiano Gabriele Mini, que se estreia em Macau, traz no bolso uma vitória no Grande Prémio de Monte Carlo. Bem humorado, partilhou com os jornalistas que foi dar uma volta de táxi com o colega Dino Beganovic para ver o percurso, e que ver a pista “mágica” foi “inacreditável”. “Imaginar que temos de atingir velocidades tão grandes em algumas dessas rectas é uma loucura. O mais perto que já tive desde tipo de circuito foi o de Mónaco, mas este é duas vezes mais longo, creio, e mais estreito”, partilhou. Para si, o percurso “tem de tudo. Tem velocidade rápida, média, lenta e cantos”, e nesse sentido é “muito exigente com os pilotos, mas também com os pneus”. São estes factores que fazem com que a preparação que todos os pilotos tiveram em simuladores antes de chegarem a Macau tenha uma importância central. Isso e a preparação física, esclareceu Dino Beganovic. “Como é um percurso longo, exige que estejamos concentrados durante mais tempo do que é normal. Eu vou ao ginásio e treino vários grupos musculares. Se temos um circuito com grandes velocidades, tentamos treinar o pescoço ainda mais, e também o centro pélvico. O equilíbrio é muito importante para a estabilidade no nosso desporto. É preciso ser forte nos braços e também nas pernas, para poder travar, mas recorro a todo o tipo de exercícios mentais e físicos”, esclareceu. O sueco de 19 anos, que também teve uma boa prestação na sua época rookie de F3, vem a Macau realizar um sonho. “Já sigo as corridas desde quando fazia karting, e finalmente chegou a minha vez”.

      Já Paul Aron, que este ano terminou o campeonato FIA Fórmula 3 em 3º lugar, reforçou a importância da preparação. Como este piloto tem o trunfo de ter tido um irmão, Ralf Aron, que já venceu um Grande Prémio, aproveitou e tentou aprender com ele alguns “conselhos e truques”. Um dos que o irmão mais velho lhe deu, que foi repetido pelos colegas, é a importância de levar as coisas com tempo, porque o circuito é longo e “morde de volta”. Como a corrida é composta por muitas sessões até se chegar à final, o objectivo é ir subindo de intensidade ao longo do fim de semana. “Não é possível tentar logo fazer a volta mais rápida no início, porque esta pista é uma pista que ‘nos morde de volta’, e então não podemos tentar fazer o máximo logo de uma vez. Ser consistente e construir o fim de semana, assim como se constrói uma época, e no fim fazer com que tudo resulte, é esse o objectivo”, esclareceu.

      Quanto a expectativas, o piloto da Estónia diz que quer fazer “o melhor trabalho possível” e possivelmente “ganhar o Grande Prémio”, mas sobretudo usufruir do fim de semana o máximo possível, “porque esta é uma oportunidade que só se vive uma vez na vida”. Elogiando a organização do Grande Prémio, diz que “o importante é vir para aqui com uma boa mentalidade”, ser consistente, e dar o melhor até nos dias piores. “O resto virá naturalmente”.