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      Tempo de espera para primeira consulta de especialidade reduzido para 3,6 semanas  

       

      Os Serviços de Saúde adiantaram que foi encurtado, este ano, o tempo de espera para consultas de especialidade. Segundo Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, o acesso à primeira consulta de especialidade demora actualmente, em média, 3,6 semanas, ou seja, menos de um mês. O responsável disse ainda que nos serviços de urgência, os casos de emergência podem ser tratados dentro de 30 minutos, enquanto os casos não-urgentes são atendidos entre 60 a 90 minutos.

       

      Nos primeiros três trimestres do ano, o tempo médio de espera para a primeira consulta externa de especialidade nos serviços médicos públicos foi de 3,6 semanas, afirmaram os Serviços de Saúde, revelando que o tempo foi reduzido em cerca de 35% em relação ao registo do período homólogo de 2019. Há um ano, o tempo de espera era de cerca de 6,2 semanas.

      Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, esteve presente no programa matutino Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau e assumiu que o acesso aos serviços médicos, quer de consulta externa especializada quer de emergência, foi bastante facilitado e decorreu de forma mais célere.

      “O organismo empenha-se na redução do tempo de espera para a primeira consulta de especialidade através da implementação de normas de triagem e encaminhamento, da criação de um sistema de encaminhamento electrónico e monitorização, tanto como do aumento do número de vagas de utentes de acordo com a procura da sociedade”, explicou.

      Recorde-se que, como tinha sido indicado anteriormente, o tempo médio espera para a primeira consulta nos serviços médicos especializados do Centro Hospitalar Conde de São Januário foi de 6,2 semanas entre Janeiro e Outubro de 2022, o que é equivalente a uma diminuição de mais de 20% face às 7,9 semanas do mesmo período do ano anterior.

      No que diz respeito aos serviços de urgência, segundo Alvis Lo, o número de utentes registados nos dias úteis foi de aproximadamente 700 pessoas e a média do tempo de espera para os casos urgentes inferior a 30 minutos, enquanto o dos casos não urgentes foi de cerca de 60 a 90 minutos.

      “Estamos a adoptar a triagem de três níveis, o sistema de alerta e o sistema de monitorização electrónica, onde podemos ver o número de utentes que aguardam o serviço, o tempo de espera e o número de doentes em observação. Flexibilizámos a organização de recursos humanos para satisfazer a procura do serviço, para assegurar ainda que os casos urgentes possam ser tratados em tempo oportuno”, destacou.

      Alvis Lo acrescentou que, durante a época alta da gripe que aconteceu em Setembro, o número diário de atendimentos nos serviços de urgência atingiu 1.300 pessoas, e nessa altura o tempo médio de espera dos casos não urgentes manteve-se dentro de duas horas.

      No balanço dos trabalhos para este ano, em que se registaram mais de 1,5 milhões de consultas médicas, o responsável falou ainda sobre a aplicação inteligente de cuidados de saúde, tendo as autoridades estabelecido os armários inteligentes de dispensa de medicamentos, o aparelho automático de aviamento de medicamentos para doentes internados e a enfermaria inteligente, de forma a “melhorar a qualidade dos serviços de saúde”.

      “Vamos lançar uma nova medida que melhora a portabilidade dos registos de saúde pessoais, permitindo que os residentes consultem os seus registos médicos através do sistema de Conta Única, que abrange todos os hospitais de Macau e instituições de cuidados de saúde”, frisou o médico.

      Os Serviços de Saúde, segundo avançou o responsável, criaram um mecanismo de monitorização por vários pontos para doenças contagiosas. Entretanto, o número de pessoas infectadas pela gripe, Covid-19 e por Mucoplasma Pneumoniae não se encontra actualmente num nível elevado, “tendo diminuído significativamente em relação a Setembro”. Além disso, mais de 100 mil pessoas foram vacinadas contra a gripe nos últimos dois meses, e Alvis Lo apontou que essa taxa de vacinação foi atingida 30% mais rápido em comparação com o ano passado.

       

      Idosos também terão direito ao plano de próteses dentárias

       

      Os Serviços de Saúde vão ajustar a idade elegível dos beneficiários do Programa de Prótese Dentária para Idosos no próximo ano, para quem tem 65 ou mais anos. O plano foi inicialmente lançado em 2019, no qual os Serviços de Saúde cooperam com instituições médicas sem fins lucrativos para subsidiar os idosos necessitados, mas com dificuldades económicas, na implantação de próteses dentárias. O escopo do programa foi alargado a idosos com idade igual ou superior a 75 anos em 2020 e passou a abranger idosos com idade até 70 anos no ano passado.

       

      Alguns médicos portugueses rejeitaram proposta dos Serviços de Saúde

       

      Os Serviços de Saúde tinham indicado, no final do mês passado, que, no processo de recrutamento de médicos em Portugal, foram recebidas 12 candidaturas, sendo que oito delas reuniam as condições para poderem vir para o território. No entanto, alguns desistiram do processo de recrutamento para virem trabalhar em Macau. A informação foi adiantada por Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, em declarações à Rádio Macau. O responsável não revelou mais informações sobre o número de candidatos que desistiram, frisando que “não pode controlar a vontade dos profissionais de saúde”. Contudo, afirmou que “no futuro, vão ser sempre bem-vindos”.