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      Leong Hong Sai pede voos directos para países de língua portuguesa

      O deputado Leong Hong Sai quer que o Aeroporto Internacional de Macau estabeleça rotas internacionais para os países de língua portuguesa, de forma a que o território cumpra o seu papel de plataforma sino-lusófona. Por outro lado, o deputado diz que o aeroporto deve actualizar o ‘software’ e o ‘hardware’.

       

      De forma a garantir que Macau cumpre o seu desígnio de ser uma plataforma “robusta e sustentável” entre a China e os países de língua portuguesa, o deputado Leong Hong Sai sugeriu, num comunicado enviado ontem às redacções, que o aeroporto do território abrisse rotas de longo curso para os países da lusofonia.

      “É necessário proceder ao reforço da acessibilidade dos transportes internacionais, pois, actualmente, Macau apenas dispõe de voos para os países asiáticos, não dispondo de rotas de longo curso, nomeadamente de voos directos para os países de língua portuguesa, o que, a longo prazo, resultará inevitavelmente no enfraquecimento do desenvolvimento económico, comercial e cultural dos dois locais”, alertou o deputado ligado à União Geral das Associações dos Moradores de Macau.

      Leong Hong Sai lembrou também que o Aeroporto Internacional de Macau vai ser alvo de uma ampliação. Em Outubro do ano passado, o Governo recebeu luz verde de Pequim para ampliar o Aeroporto Internacional de Macau. O projecto prevê a construção de mais de 129 hectares de aterro e tem como objectivo permitir que o aeroporto receba 15 milhões de passageiros por ano. As obras deverão estar concluídas em 2029. Tendo em conta esta expansão, o deputado disse esperar que sejam estabelecidas novas rotas de longo curso a partir de Macau.

      Por outro lado, o parlamentar pediu que o Governo detalhasse a calendarização específica desta expansão do aeroporto e sugeriu ainda que fossem actualizados tanto o seu ‘software’ como o ‘hardware’ “para minimizar os atrasos e outras situações indesejáveis” e a fim de “melhorar globalmente a qualidade geral dos serviços aéreos”.

      Recorde-se também que o Governo decidiu estender o contrato de concessão da Air Macau por três anos ou até à entrada em vigor da nova lei da aviação civil, que prevê a liberalização gradual do sector. Uma vez que a proposta de lei da actividade da aviação civil ainda se encontra em processo legislativo, “é necessário manter o actual regime de concessão das companhias aéreas para que a Air Macau possa continuar a prestar serviços ininterruptos aos residentes e visitantes de Macau”, indicou um comunicado da Autoridade de Aviação Civil (AACM) divulgado na semana passada.

      A liberalização envolve questões de “segurança nacional e será uma consideração fundamental, especialmente no que diz respeito aos procedimentos de imigração e aduaneiros, pelo que muitos pormenores e disposições têm de ser discutidos pelas autoridades a longo prazo”, avisou o deputado, acrescentando que “o planeamento da aviação e das rotas terá de ser cuidadosamente examinado e definido pelas companhias aéreas licenciadas, de modo a permitir a introdução de medidas flexíveis para a aprovação dos pedidos de voo”.