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      Academia Chinesa do Património Cultural presta apoio nos trabalhos na Capela do Farol da Guia  

       

      Foi em resposta a uma interpelação de José Pereira Coutinho em que este questionava a competência das equipas de restauro e manutenção do património do IC, que Leong Wai Man veio explicitar as formas como o Centro de Monitorização do Património Mundial de Macau trabalha em colaboração com entidades como a Academia Chinesa do Património Cultural, com vários trabalhos actualmente em curso.

       

      Em Outubro passado, o deputado da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) tinha questionado a capacidade técnica do Instituto Cultural (IC) na salvaguarda do património histórico da RAEM. Em interpelação, quis saber que dispositivos concretos existiam, e se havia arquitectos, técnicos e pessoal da construção civil com competência para realizar estas obras de manutenção e restauro.

      A presidente do IC garantiu que atribui “grande importância” ao assunto, e que no sentido de conseguir estar ao nível dos “requisitos internacionais e nacionais”, conta com o apoio da Administração Estatal do Património Cultural. Juntos, os dois organismos criaram o Centro de Monitorização do Património Mundial de Macau, explicou a responsável, que é quem recolhe, analisa e regista as mudanças ocorridas nas instalações e edifícios do património mundial da cidade, mudanças em temperatura, humidade, grau de concentração de pessoas, dados que são muitas vezes fornecidos pelos serviços competentes, e que “permitem tomar medidas de preservação específicas”.

      De resto, o IC tem vindo a concretizar trabalhos de restauro “em conformidade com o princípio de salvaguarda da autenticidade e integridade do património cultural, adoptando acções mínimas de intervenção”, garantiu a presidente daquele organismo. Para isso, conta não com uma equipa local de técnicos com elevada experiência, como o deputado tinha sugerido, mas com a presença regular de “equipas profissionais e experientes do exterior”, que a convite do IC vêm a Macau para prestar trabalhos de restauro. Exemplo disso são os actuais trabalhos em curso na Capela de N.ª Sr.ª das Neves junto ao Farol da Guia, cujo edifício e murais estão a ser alvo de examinação, teste e protecção pela equipa da Academia Chinesa do Património Cultural. Estes especialistas também estão a prestar apoio técnico aos trabalhos de restauro das estátuas de bronze das Ruínas de S. Paulo e da muralha da Fortaleza do Monte. Outros profissionais da Administração Estatal do Património Cultural, do Museu do Palácio e da Organização Internacional do Património Mundial, também costumam vir a Macau para as mesmas diligências, acrescentou ainda Leong Wai Man.

      A presidente do IC fez ainda questão de explicar outros procedimentos, como a participação anual de representantes do IC na Sessão do Comité do Património Mundial, como no encontro que decorreu em Setembro em Riade, e onde a comitiva do IC pôde auscultar opiniões e pareceres da Administração Estatal do Património Cultural e do Centro do Património Mundial. É por isso que o IC também “tem vindo a mandar pessoal em acções de formação internacionais, no intuito destes comunicarem e conviverem com profissionais internacionais da área da preservação do património cultural de todo o mundo”.

      Existem ainda outros mecanismos em curso, como o lançamento até ao fim do ano do Plano de Apoio Financeiro para a Revitalização de Edifícios Históricos, que vai apoiar proprietários na inspecção e manutenção periódicas dos edifícios privados. No geral, aquando do acompanhamento de quaisquer obras de restauro feitas por iniciativa privada, o IC costuma emitir “pareceres técnicos em relação ao requerimento de execução de projectos de obras de conservação do património cultural”, orientando os proprietários na execução dos trabalhos de restauro, “com vista a assegurar que os mesmos estejam em conformidade com os princípios da preservação do património cultural e as disposições” da Lei de Salvaguarda do Património Cultural.