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      Pedidos sobre distúrbio do vício do jogo disparam para 110 casos nos primeiros três trimestres  

      Entre os 110 pedidos sobre jogo problemático até Setembro deste ano, segundo o Instituto de Acção Social, 30% dos casos são considerados com “distúrbio grave”, e a maioria dos pedidos de ajuda enfrenta dívidas. O organismo revelou que a percentagem de turistas que recorrem à ajuda tem vindo a subir nos últimos meses, pelo que o Jogo Responsável para o próximo ano terá como alvo de promoção os visitantes.

       

      Registaram-se 110 pedidos de ajuda sobre jogo problemático junto ao Instituto de Acção Social (IAS) entre Janeiro e Setembro deste ano, sendo que o número de casos já ultrapassou o total do ano passado, com 83 casos. Segundo os dados no Sistema de Registo Central dos Indivíduos afectados pelo Distúrbio do Vício do Jogo, 41 pessoas pediram ajuda às autoridades nos últimos três meses.

      A chefe da Divisão de Prevenção e Tratamento do Jogo Problemático do IAS, Wu I Mui, salientou que o número de pedidos de ajuda voltou já ao nível pré-epidémico, de cerca de 140 casos por ano. “Durante a pandemia dos últimos anos, o número total manteve-se em menos de cem casos”, indicou.

      Em declarações à Rádio Macau em língua chinesa, à margem de uma actividade de promoção da Jogo Responsável, a responsável adiantou que, entre os 110 pedidos de ajuda, 30% são casos de graves perturbações de jogo e 70% de perturbações ligeiras e moderadas. “Os solicitantes de ajuda têm sobretudo idades compreendidas entre os 30 e os 39 anos. A maioria deles está a enfrentar problemas de endividamento”, revelou.

      Wu I Mui acrescentou que, com a recuperação das actividades turísticas, a percentagem de visitantes que procuram ajuda para o distúrbio de vício de jogo aumentou para cerca de 30%, ou seja, por volta de 33 turistas recorreram aos serviços de assistência do IAS nos primeiros três trimestres.

      Desse modo, o IAS garantiu que irá reforçar a promoção do jogo responsável junto aos visitantes que chegam a Macau, pelo que as actividades do jogo responsável serão dirigidas, principalmente, aos turistas no próximo ano.

      “O Governo tem vindo a cooperar com as instituições comunitárias nos últimos anos para reforçar ainda a promoção juntos aos jovens, na esperança de cultivar uma visão adequada para a gestão financeira”, apontou.

      Wu I Mui referiu que as autoridades atribuem grande importância ao impacto dos pequenos jogos de azar, como compras de caixas de sorteio de brinquedos e jogos nas ‘máquinas para bonecos’, que são populares entre os jovens hoje em dia. “Estamos a fortalecer a cooperação com as associações e escolas também para prevenir o jogo entre os alunos numa idade menor.

      O IAS lançou em 2015, em conjunto das organizações não governamentais e escolas, o Plano Sensibilizador sobre a Gestão Racional de Recursos Financeiros, cujas actividades já contaram com a participação de cerca de 60 escolas e 42.000 alunos. Segundo o organismo, o programa disponibiliza palestras destinadas a estudantes de ensino não superior, permitindo que os alunos compreendam conceitos financeiros, tais como armadilhas para o consumidor, crédito e empréstimos, “aumentando ao mesmo tempo a resiliência dos alunos ao vício do jogo”.

      Por outro lado, houve 15 instituições de prevenção e tratamento do distúrbio de jogos que se candidataram e obtiveram, no ano passado, a qualificação de implementação dos indicadores do Jogo Responsável do IAS. Wu I Mui estima que o número de candidaturas por parte de casinos e instituições totalize 27 locais nesses dois anos.

      A responsável destacou ainda que o IAS vai lançar um trabalho de educação dirigido aos pais a partir do próximo ano, “que será abordado por fases e serão criados grupos de pais, começando pelos pais dos alunos mais jovens, com vista a inculcar-lhes o valor de uma gestão financeira saudável”, avançou.