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      Ho Ion Sang diz que é preciso formação e acreditação sistematizada para pessoal das creches  

      O deputado da União Geral das Associações de Moradores pronunciou-se sobre o fecho recente da creche onde faleceu uma criança de quatro meses, referindo-se a várias falhas que o incidente revelou: educadoras de infância sem formação profissional sistematizada e sem necessidade de provas de acreditação e experiência profissional, e salas com rácio demasiado elevado de crianças pequenas por pessoal em serviço.

      Relembrando que “o encerramento do centro de acolhimento de crianças em questão não constitui uma solução para o problema de raiz”, o deputado sustentou que para além da investigação em curso, tem de ser revista a forma como as creches funcionam, e como é assegurada a qualidade do serviço prestado pelas educadoras de infância e pessoal das creches.

      Ho Ion Sang quis interpelar as autoridades sobre a necessidade de no futuro se estudar a “criação de um sistema de acreditação profissional” para os educadores de infância, a fim de regular “a aquisição de competências profissionais” e exigir que o pessoal em causa “frequente um certo número de horas adicionais de programas de formação”. Em particular, sustentou o deputado, deveria ser ministrada mais formação em matéria de “cuidados infantis, primeiros socorros, reanimação cardiopulmonar, gestão da segurança do ambiente de acolhimento de crianças, emoções e formas de lidar com as crianças”, entre outras. Ho Ion Sang considera ainda que deveriam ser ensinadas “competências básicas para lidar com situações de emergência, para que o pessoal competente as domine e aplique”.

      O deputado na sua interpelação frisou que, embora o governo “tenha, desde sempre, apoiado o pessoal das creches na obtenção de qualificações profissionais”, com “cursos de formação e certificação para os trabalhadores das creches”, na verdade “não existe, afinal, um reconhecimento profissional”, daí ser de toda a relevância considerar-se “a criação de um sistema de reconhecimento profissional para os educadores de infância” que lhes exija à priori competências profissionais específicas para poderem candidatar-se àquele emprego.

      Outra questão que este considera importante rever é a do rácio de crianças por sala e educadores de infância. Tendo em conta o que é praticado nas cidades vizinhas, as autoridades deveriam considerar “optimizar o rácio entre o número de educadores de infância e as crianças, de acordo com os grupos etários até aos 2 anos e dos 2 aos 3 anos, de modo a melhorar a qualidade dos cuidados através da redução do rácio”, fazendo também possivelmente uma “diferenciação das áreas de actividade das creches para crianças de diferentes idades, e aumentar a área mínima per capita, de modo a aumentar a segurança e o conforto das creches”, sugeriu.

       

      R.G.

       

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau