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      Receitas de jogo poderão facturar 220 mil milhões no próximo ano, diz Davis Fong  

       

      Pode ser ainda melhor do que a expectativa do Governo. Davis Fong prevê que as receitas brutas de jogo para 2024 possam atingir os 220 mil milhões de patacas. No entanto, para o director do Instituto de Estudos sobre a Indústria do Jogo da Universidade de Macau, a concretização dessa estimativa depende principalmente do ritmo de recuperação turística, sobretudo dos visitantes do estrangeiro.

       

      A receita bruta anual dos jogos de fortuna ou azar poderá muito bem chegar aos 220 mil milhões de patacas no próximo ano, caso o ritmo da retoma do mercado turístico internacional for rápido e satisfatório. Esta é a previsão de Davis Fong em relação ao desempenho da indústria de jogo para o ano, apresentando-se ainda mais optimista do que o Governo de Macau.

      De acordo com a lei de orçamento para 2024, o Executivo estabeleceu uma meta de 216 mil milhões de patacas para as receitas de jogo, fazendo com que as finanças públicas voltem a ter um saldo positivo. Já este ano, as receitas de jogo acumularam 148,45 mil milhões de patacas, ultrapassando a estimativa inicial do Governo de 130 mil milhões de patacas.

      Davis Fong, director do Instituto de Estudos sobre a Indústria do Jogo da Universidade de Macau (UM), considera que a indústria de jogo está a recuperar de forma estável este ano. “Se o número de visitantes do interior da China voltar ao nível pré-epidémico e a recuperação dos turistas estrangeiros for ideal, espera-se que as receitas de jogo no próximo ano se situem entre os 200 e os 220 mil milhões de patacas, e o resultado final depende da velocidade da promoção no mercado internacional”, salientou Fong, em entrevista ao Jornal Ou Mun.

      Segundo o analista, o desempenho das receitas de jogo excedeu as expectativas do Governo e podem facturar este ano 180 mil milhões de patacas, o que se deve principalmente ao crescimento constante do número de visitantes e à recuperação do negócio dos casinos, nomeadamente no mercado de massas.

      “As autoridades referiram que o número de turistas nos primeiros dez meses ultrapassou os 22 milhões e, com base no aumento, é possível que o volume de turistas possa fechar com os 27 milhões”, disse. Davis Fong sublinhou ainda que o Governo tem vindo a realizar eventos a grande escala no território, bem como iniciativas de promoção de Macau noutras regiões e países, o que contribui para impulsionar, mais do que o previsto, as actividades do mercado de massas.

      Diferente ao mercado dos jogadores VIP, o mercado de massas é onde o público em geral joga e o valor de apostas é normalmente inferior ao da zona VIP, sendo que as suas receitas estão muito relacionadas com o número de turistas. Nos primeiros três trimestres, o mercado de massas gerou receitas de quase 77 mil milhões de patacas, sendo que em 2019 tinham atingido 120 mil milhões de patacas.

      Davis Fong apontou, por outro lado, que o mercado de jogo VIP recuperou este ano “dentro das expectativas”, com lucros de 32 mil milhões de patacas até Setembro. O mercado VIP deixou de ser a maior fonte das receitas de jogo desde 2020, tendo arrecadado 135 mil milhões de patacas em 2019, quando a receita bruta anual excedeu 292 mil milhões de patacas.

      O académico prevê ainda que se registe um crescimento dos visitantes do interior da China no próximo ano, tendo por base os 40 milhões de visitantes por ano que chegavam a Macau antes da epidemia, dos quais a maioria era proveniente do Continente. “Além disso, com a recuperação contínua da capacidade de aviação em Macau e Hong Kong, melhoria da conveniência de viajar de e para o aeroporto, tanto como os esforços do Governo e da indústria para expandir as fontes de visitantes, estima-se que a taxa de crescimento dos visitantes internacionais no próximo ano seja mais rápida do que a dos turistas do Continente”, frisou.

      Na opinião de Davis Fong, as autoridades, além de continuarem a “manter contactos” com os mercados do Sudeste Asiático, devem apostar no mercado europeu e do Médio Oriente, criando condições favoráveis para atrair visitantes internacionais destas regiões para Macau, ou visitarem o território como destino intermediário para viajar até ao interior da China.