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      População quer mais serviços de cuidados diurnos a idosos, revela inquérito da FAOM  

       

      Mais de metade dos inquiridos no âmbito de um inquérito da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) pedem o alargamento do serviço de cuidados diurnos para idosos, e muitos apontam para o longo tempo de espera por vagas e limitação dos horários e da localização dos serviços. A associação pede mais serviços de cuidado temporário, de forma a apoiar os cuidadores familiares.

       

      Um inquérito conduzido pela Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) mostra que mais de metade dos inquiridos concordam em alargar o âmbito dos serviços de cuidados diurnos para os idosos, e cerca de 30% consideram insuficientes os serviços de cuidados para seniores que vivem na Zona Norte, que é uma área altamente povoada da cidade.

      A associação realizou este inquérito sobre a procura de serviços de cuidados diurnos para idosos na Zona Norte, “onde a necessidade de serviços tem aumentado, evidenciando o problema dos serviços no local, devido ao envelhecimento da população de Macau e a concentração da densidade residencial”, dizem os responsáveis da FAOM, citados pelo Jornal Ou Mun. Para este inquérito, foram recolhidos 1.557 questionários válidos, sendo que 60% dos inquiridos tinham idades compreendidas entre 29 e 48 anos.

      Os resultados revelam ainda que 85% dos entrevistados disseram estar satisfeitos com a qualidade dos serviços existentes, contudo, a satisfação geral é afectada por problemas, como o “longo tempo de espera” pelos serviços, “localização inconveniente” e o “horário de funcionamento limitado” dos centros de cuidados diurnos.

      Além disso, a maioria dos inquiridos não optou por aderir ao serviço de cuidados diurnos para idosos devido a preocupações com as taxas e encargos financeiros, a falta de vagas e os “procedimentos complicados” de candidatura.

      O serviço de cuidados diurnos destina-se aos idosos que não tenham capacidade de tomar conta de si por insuficiência funcional ou lesão física, prestando cuidados pessoais como treino cognitivo, cuidados de enfermagem e serviços de reabilitação.

      Ella Lei, deputada e também vice-presidente da direcção da FAOM, sugeriu acrescentar serviços temporários de cuidados diurnos para idosos, de modo a que “os cuidadores possam assegurar que os idosos sejam devidamente tratados quando enfrentam circunstâncias imprevistas”.

      “Existe uma grande procura de serviços de cuidados temporários para os idosos em Macau, mas não há nenhuma organização que preste esses serviços”, criticou. Ella Lei instou o Governo a trabalhar para o estabelecimento e funcionamento do referido tipo de serviço através da revisão legislativa, simplificando e tornando os procedimentos de aprovação mais transparentes para encorajar mais instalações prestadoras de serviços sociais a juntarem-se aos serviços de cuidados temporários.

      A deputada quer ainda aumentar o número de centros de serviços de cuidados diurnos para idosos, ou seja, podem ser criados postos e espaços de cuidados nas instalações de serviços públicos existentes. “Ou até aproveitar os recursos comunitários existentes, tais como instalações comerciais ou locais públicos não utilizados, que podem ser transformados em locais com funções de cuidados”, propôs.

      Por outro lado, a FAOM alertou para o problema da falta de mão-de-obra da indústria, uma vez que mais de 80% dos entrevistados no inquérito disseram que nunca tinham considerado a possibilidade de trabalhar como prestadores de cuidados. A falta de mão-de-obra pode afectar a questão do horário limitado de funcionamento das instalações de serviços comunitários.

      “É necessário alargar o horário de funcionamento, tendo em conta o facto de alguns idosos ainda precisarem de ficar nos centros até ao fim de tarde ou até à noite, uma vez que os familiares só podem buscar os idosos depois do trabalho, mas o serviço hoje em dia é normalmente aberto apenas até à tarde”, apontou.