Edição do dia

Quinta-feira, 22 de Fevereiro, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nevoeiro
23.9 ° C
27.6 °
22.9 °
88 %
2.1kmh
75 %
Qui
24 °
Sex
21 °
Sáb
20 °
Dom
21 °
Seg
20 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      Início Cultura Património cultural. Como preservar a identidade de Macau?

      Património cultural. Como preservar a identidade de Macau?

       

      Realiza-se na próxima segunda-feira, na Fundação Rui Cunha, um seminário intitulado “Macau Cultural Heritage – Identity & Historic Sites”, que vai contar com a presença da arquitecta Maria José de Freitas, de Sally Ng, da Associação dos Embaixadores do Património de Macau, e de Heiman Chan, da Associação da Reinvenção de Estudos do Património Cultural de Macau. A sessão será moderada por António Monteiro, presidente da Associação dos Jovens Macaenses, que, ao PONTO FINAL, defendeu que a sociedade civil deve ser incluída no processo de preservação do património.

       

      A defesa e a preservação do património cultural de Macau é o tema do seminário que se vai realizar na próxima segunda-feira, dia 6 de Novembro, na Fundação Rui Cunha. Sob o título “Macau Cultural Heritage – Identity & Historic Sites”, a sessão vai contar com os contributos de Maria José de Freitas, arquitecta e presidente do Grupo Científico Heranças Partilhadas do ICOMOS, Sally Ng, da Associação dos Embaixadores do Património de Macau, e de Heiman Chan, da Associação da Reinvenção de Estudos do Património Cultural de Macau.

      A sessão é moderada por António Monteiro, presidente da Associação dos Jovens Macaenses, que, em conjunto com a Fundação Rui Cunha, organiza a sessão. Ao PONTO FINAL, António Monteiro começou por apontar que “Macau possui um invejável e rico património”. Então, qual a melhor forma de o preservar? O moderador da sessão responde que o processo de preservação terá obrigatoriamente de incluir a sociedade civil, “pois é ela que poderá dar uma voz para assegurar a protecção dos patrimónios tangível e intangível de Macau”.

      Destacando que “as novas gerações têm mostrado cada vez mais interesse em aprender e promover a identidade local”, António Monteiro aponta que tanto a Associação dos Embaixadores do Património de Macau como a Associação da Reinvenção de Estudos do Património Cultural de Macau “têm assegurado este importante trabalho, e trabalhado com instituições não só chinesas, como até de matriz macaense ou portuguesa”.

      O comunicado divulgado ontem pela organização da iniciativa destaca que, “como legado das gerações precedentes, o património cultural da cidade é parte da identidade de Macau e continua a participar de forma activa na vida quotidiana”.

      “Para além de ser uma responsabilidade do Governo e dos respectivos proprietários, é também um dever dos cidadãos de Macau – onde todos os sectores da sociedade, incluindo a sociedade civil, têm um papel a desempenhar, bem como em assegurar a protecção dos patrimónios tangível e intangível existentes”, salienta a organização, lembrando que, recentemente, as autoridades locais, juntamente com as concessionárias de jogo, iniciaram projectos de requalificação de algumas zonas históricas, como o Porto Interior, a Rua da Felicidade ou Lai Chi Vun, por exemplo. “Como fazer para proteger e promover a identidade local e as características únicas das zonas históricas? Qual o papel e a participação da sociedade neste contexto? Como promover a diferenciação para fomentar a economia e o turismo cultural?”, são algumas das questões a que este seminário vai tentar dar resposta.

      Sobre a requalificação das zonas históricas, Monteiro defendeu que esse processo deve ter em conta a identidade local, não esquecendo a ligação do património intangível com o património tangível, bem como a participação das associações culturais e da sociedade civil, incorporando artistas locais e conjugando as características chinesas, portuguesas e macaenses.