Edição do dia

Quinta-feira, 22 de Fevereiro, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
neblina
21.5 ° C
23.9 °
20.9 °
100 %
3.1kmh
40 %
Qui
23 °
Sex
21 °
Sáb
20 °
Dom
21 °
Seg
20 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      Início Grande China China e Myanmar discutem segurança na fronteira após confrontos violentos

      China e Myanmar discutem segurança na fronteira após confrontos violentos

       

      O ministro da Segurança Pública da China abordou ontem com a junta militar do Myanmar a estabilidade na fronteira entre os dois países, após confrontos entre o exército do Myanmar e grupos étnicos armados.

       

      De acordo com a imprensa do Myanmar, Wang Xiaohong abordou com o ministro da Administração Interna, Yar Pyae, “medidas de cooperação em matéria de segurança” para manter a paz ao longo da fronteira. O encontro decorreu em Nepiedó, a capital do Myanmar desde 2005.

      Segundo as Nações Unidas, mais de 6.000 pessoas terão sido deslocadas em quatro dias devido aos combates no norte do país. Várias centenas terão fugido para a China.

      Na sexta-feira, uma aliança entre três grupos étnicos lançou uma série de ataques coordenados no Estado de Shan, junto à fronteira com a China e local previsto para a construção de um grande projeto ferroviário financiado por Pequim, no âmbito da Iniciativa Faixa e Rota.

      O Exército de Libertação Nacional Taaung (TNLA), o Exército Arakan (AA) e a Aliança Democrática Nacional do Myanmar (MNDAA) anunciaram, entretanto, a tomada de várias posições militares e estradas estratégicas.

      Os três movimentos envolvidos nos combates representam um total de 15.000 combatentes. Estes movimentos lutam regularmente contra as forças governamentais pela autonomia e pelo controlo dos recursos.

      Desde que a junta tomou o poder em 2021, vários grupos étnicos juntaram-se às Forças de Defesa do Povo que combatem os militares no poder.

      Na segunda-feira, o MNDAA divulgou imagens que mostram os seus combatentes a ocupar a cidade fronteiriça de Chinshwehaw. Pelo menos dez postos militares na província de Shan foram atacados desde sexta-feira, segundo a junta.

      A China é um dos principais aliados e fornecedores de armas da junta militar. Pequim recusou descrever a sua tomada de poder em 2021 como um golpe de Estado. Mas analistas dizem que a China também está a armar vários grupos ao longo da sua fronteira com o Myanmar, onde vivem comunidades de etnia chinesa que utilizam cartões de telemóvel de operadores chineses e a moeda chinesa. China e o Myanmar partilham uma fronteira de 2.129 quilómetros.

      A viagem do ministro chinês surge também no contexto das pressões exercidas por Pequim sobre a junta militar para desmantelar redes de tráfico de seres humanos controladas por máfias chinesas que gerem esquemas fraudulentos a partir do país vizinho. As autoridades lançaram várias operações conjuntas para desmantelar estas redes.

      O Myanmar pós-golpe tornou-se o principal centro de operações das máfias chinesas no Sudeste Asiático e, de acordo com um relatório recente da ONU, pelo menos 120.000 pessoas estão detidas em centros no país, onde são obrigadas a praticar fraudes ‘online’.

      A aliança entre grupos de guerrilheiros também reivindicou em declarações separadas o objetivo de “erradicar” as máfias ilegais e as empresas fraudulentas associadas à junta militar e situadas perto da fronteira com a China. Lusa

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau