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      Resistência lança ataques coordenados no norte de Myanmar

       

      Uma coligação de grupos étnicos rebeldes no Myanmar disse ter lançado ataques coordenados em todo o norte do país, algo que foi confirmado por portais noticiosos próximos da junta militar no poder.

      O Exército de Libertação Nacional de Taaung (TNLA), o Exército Arakan (AA) e a Aliança Democrática Nacional de Mianmar (MNDAA) lançaram uma “operação militar conjunta”, anunciaram os grupos num comunicado.

      Estes três grupos, que segundo analistas podem reunir pelo menos 15 mil homens, têm lutado regularmente contra o exército birmanês desde que a junta militar regressou ao poder num golpe de Estado em 2021.

      De acordo com uma declaração separada do MNDAA, os seus combatentes bloquearam estradas entre as cidades de Lashio e Muse, junto à fronteira com China, em preparação para uma “grande ofensiva”.

      Portais noticiosos próximos do exército birmanês confirmaram na plataforma Telegram que os rebeldes atacaram 12 localidades em todo o estado de Shan, num raio de 100 quilómetros, incluindo Lashio, Muse e Laukkai, uma outra cidade perto da fronteira chinesa.

      Os grupos da resistência de Myanmar anunciaram na sexta-feira passada a morte de pelo menos 29 membros da junta militar, em vários ataques perpetrados pelos rebeldes em diversos pontos do país.

      A Força de Defesa do Povo (FDP), que funciona como braço armado do Governo de Unidade Nacional – leal à outrora líder ‘de facto’, Aung San Suu Syi -, indicou que os rebeldes continuam “a atacar o regime em todos os pontos do país”, segundo fontes próximas citadas pelo portal de notícias Irrawaddy.

      Os últimos ataques no Myanmar concentraram-se especialmente nos Estados de Shan e Mon, bem como nas regiões de Bago, Mandalay, Magwe e Sagaing, e atingiram posições do Exército do país. No Estado de Shan, a junta perdeu uma das suas bases, apesar de ter aberto fogo a partir de um helicóptero e de vários caças contra o Exército para a Independência de Kachin (KIA) em Mong Ko. As forças de resistência realizaram também várias emboscadas aos militares e deflagraram várias minas antipessoais.

      Os rebeldes instaram a população a evitar zonas com elevada presença militar, devido ao perigo representado pelo aumento dos ataques nas proximidades.

      No início deste mês, quase 30 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas num campo para deslocados no estado de Kachin, no norte de Myanmar. O KIA acusou a junta militar de realizar um ataque aéreo ao campo, enquanto o exército disse que um armazém de bombas dos rebeldes explodiu.

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau