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      Venda das fracções do Novo Bairro de Macau em Hengqin deverá começar no próximo mês

      Inicialmente previsto para Setembro, o início da venda das fracções do Novo Bairro de Macau em Hengqin está agora marcado para Novembro. A informação foi avançada ontem, na reunião plenária da Assembleia Legislativa, por Peter Lam, presidente do Conselho de Administração da Macau Renovação Urbana, empresa responsável pelo projecto. O responsável disse também que não há espaço para reduzir o preço dos imóveis.

       

      Na reunião plenária de ontem da Assembleia Legislativa (AL), Peter Lam, presidente do Conselho de Administração da Macau Renovação Urbana, adiantou que a venda das fracções do Novo Bairro de Macau em Hengqin deverá começar em Novembro. Peter Lam indicou também que todas as instalações complementares deverão estar prontas também no próximo mês.

      Inicialmente, a empresa responsável pelo projecto tinha indicado que as vendas iriam começar em Setembro. A esse respeito, Peter Lam comentou que “este atraso não é bem um atraso”. “Queríamos fazer melhor os nossos trabalhos”, justificou.

      O tema foi levado a discussão no hemiciclo pelo deputado Leong Sun Iok, que alertou para a falta de informações sobre o projecto e para os “vários problemas por resolver”, como a passagem fronteiriça, os empréstimos para a habitação e o trânsito, por exemplo.

      As autoridades já tinham indicado que o preço das habitações do Novo Bairro de Macau em Hengqin seria de cerca de 30 mil renminbis por metro quadrado e o deputado perguntou a Peter Lam se haveria alguma margem para que os preços pudessem ser reduzidos. A isto, o responsável disse que não: “As pessoas vão ficar contentes e satisfeitas [com as condições no Novo Bairro de Macau]; não há espaço para reduzir o preço”.

      Na sua interpelação, o deputado ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) pedia: “Tendo em conta a queda do mercado imobiliário nos últimos anos, propõe-se um ajustamento razoável dos preços de venda, e espera-se que os serviços competentes negoceiem com o sector bancário, no sentido de aumentar o rácio de empréstimos e os benefícios de juros, para os residentes interessados poderem avaliar e preparar-se melhor”. Na resposta, o responsável da Macau Renovação Urbana disse que as hipotecas dos imóveis “já são muito benéficas para os residentes de Macau”. O deputado avisou depois que, “se o Governo não ajustar os preços, isso não vai conseguir atrair a população a adquirir estas habitações”.

      Na sessão de ontem, Peter Lam aproveitou para promover o Novo Bairro de Macau, destacando a inclusão de centros de saúde, serviços para idosos, espaços comerciais, escolas, transportes, espaços verdes, ar “muito bom” e até a utilização de “azulejos portugueses”.

      Recorde-se que o empreendimento visa disponibilizar quatro mil fracções mobiladas para acolher 12 a 15 mil pessoas. O Novo Bairro de Macau dispõe ainda de 60 lojas com uma área total de 5 mil metros quadrados. Os compradores elegíveis devem ser titulares de Bilhete de Identidade de Residente de Macau, ter idade superior a 18 anos, não ter propriedade residencial em Zhuhai e possuir, no máximo, uma propriedade residencial em Macau. É proposto ainda que os residentes de Macau que trabalhem, vivam e estudem na Grande Baía tenham prioridade na aquisição das casas.