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      Início Sociedade Governo reage com "forte indignação e firme oposição" às sanções norte-americanas

      Governo reage com “forte indignação e firme oposição” às sanções norte-americanas

      Os EUA aplicaram a Macau uma série de sanções devido à alegada falta de esforços das autoridades da RAEM para combater o tráfico humano na região. Ao fim da tarde de ontem, o Governo de Macau reagiu, expressando “forte indignação e firme oposição” às acusações que tiveram por base essas sanções. O Gabinete do Secretário para a Segurança diz mesmo que as acusações norte-americanas são uma “tentativa de desencadear confusão na sociedade internacional”.

       

      A Administração dos EUA decretou, na passada quarta-feira, a aplicação de sanções a Macau devido à alegada passividade do território no combate ao tráfico humano. Ontem, num comunicado divulgado ao final da tarde, o Governo de Macau rejeitou as acusações norte-americanas, expressando “forte indignação e firme oposição”.

      As sanções americanas tiveram por base o último Relatório sobre Tráfico de Pessoas, que tinha colocado o território na lista negra do tráfico humano. No entanto, para o Governo da RAEM, este relatório foi elaborado “sem o conhecimento total das informações, à luz de dados irreais e com base em informações incorrectas sobre Macau”.

      O Executivo de Macau diz mesmo que os EUA pretendem “desencadear confusão na sociedade internacional, postergar os esforços envidados e os contributos desde sempre dados no âmbito da prevenção e do combate ao tráfico de pessoas pela RAEM, além de constituir uma intervenção grave e expressa nos assuntos internos da RAEM”.

      Uma das sanções aplicadas a Macau diz que, em 2024, “os Estados Unidos não prestarão assistência não-humanitária e não relacionada com o comércio, nem permitirão o financiamento da participação em programas de intercâmbio educativo e cultural por parte de funcionários ou empregados” governamentais.

      Por outro lado, Joe Biden também instruiu os directores-executivos dos bancos de desenvolvimento e do Fundo Monetário Internacional para que, durante o próximo ano, “votassem contra e envidassem todos os esforços para recusar qualquer empréstimo ou outra utilização de fundos da respectiva instituição (que não seja para assistência humanitária; para assistência relacionada com o comércio; ou para assistência ao desenvolvimento que trate directamente das necessidades humanas básicas, não seja administrada pelo governo desse país e não confira qualquer benefício a esse governo)” a Macau. No entanto, o decreto determina uma isenção parcial a Macau “para permitir o financiamento de programas de intercâmbio educativo e cultural”.

      O comunicado divulgado ontem pelo Gabinete do Secretário para a Segurança assinala que “o trabalho de prevenção e combate ao crime de tráfico de pessoas em Macau tem sido eficazmente realizado com o apoio das autoridades centrais e sob a coordenação do Governo da RAEM, nunca tendo havido lugar à dependência e ajuda, nem sido recebido financiamento relevante ou qualquer forma de apoio por parte dos EUA”.

      O gabinete de Wong Sio Chak destaca que o Governo de Macau “tem coordenado, de forma activa, os serviços governamentais, bem como os diferentes sectores da sociedade, na realização dos trabalhos relacionados com a prevenção e o combate ao tráfico de pessoas e com a prestação de apoio às vítimas”, além de que tem também promovido “a realização com alta eficiência dos trabalhos de execução da lei”.

      “Acresce que o crime do tráfico de pessoas tem mantido sempre uma baixa percentagem ou uma percentagem quase nula na sociedade de Macau”, diz o Governo de Macau. Uma das acusações dos EUA dizia precisamente que, desde 2021, não havia qualquer registo de casos de tráfico de pessoas em Macau.

      “Não se pode negar o efeito notável da prevenção e do combate ao referido crime em Macau, como não se pode prejudicar a determinação de Macau no empenho de todos os esforços na prevenção, no combate e na eliminação do tráfico de pessoas e de todas as formas de exploração”, dizem as autoridades locais, concluindo que o Executivo da RAEM “continuará, como sempre e de forma inabalável, a trabalhar com todos os sectores de Macau para prevenir e combater os actos ilegais de tráfico de pessoas, a consolidar os bons efeitos obtidos na prevenção e no combate, e a participar activamente na governança regional e mundial específica deste tipo de crime, protegendo a segurança e os legítimos direitos e interesses dos residentes locais e dos que vêm de fora, e empenhando todos os esforços na eliminação deste perigo público mundial”.