Edição do dia

Sábado, 9 de Dezembro, 2023
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
23.4 ° C
25.4 °
22.9 °
88 %
4.1kmh
40 %
Sáb
23 °
Dom
23 °
Seg
24 °
Ter
26 °
Qua
21 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      Início Grande China Taiwan começa a testar primeiro submarino de fabrico próprio

      Taiwan começa a testar primeiro submarino de fabrico próprio

       

      A líder do Governo de Taiwan, Tsai Ing-wen, apresentou ontem o primeiro submarino de fabrico doméstico, para realização de testes, numa altura de acirradas tensões com a China, que reclama a ilha como uma província sua.

       

      O submarino, se for bem-sucedido nos testes, representa um grande avanço para Taiwan na indústria de construção e desenvolvimento naval.

      “No passado, um submarino de fabrico nacional era considerado impossível, mas hoje um submarino projectado e construído pelos nossos compatriotas está perante vocês”, disse Tsai, na cerimónia de apresentação. “É uma realização concreta da nossa resolução em proteger” Taiwan, acrescentou.

      O processo foi “tortuoso”, disse o chefe da CSBC Corporation de Taiwan, Cheng Wen-lon, que liderou a construção do submarino. Mas a sua conclusão representa um marco importante na estratégia de Taiwan de adotar uma guerra assimétrica. “Embora tenhamos trabalhado silenciosamente nos últimos anos, isso não significa que o processo tenha decorrido com total tranquilidade”, disse Cheng, na cerimónia realizada no estaleiro da CSBC.

      Após anos de construção e design, o protótipo vai começar a ser testado no porto antes de ser testado no oceano.

      O submarino é chamado de Hai Kun, o nome de um tipo de peixe lendário encontrado na literatura chinesa, chamado Kun. Hai significa “mar”, em chinês. Foram necessários sete anos de projecto e construção. O submarino só vai ser entregue aos militares depois de passar nos testes portuários e de navegação oceânica.

      Taiwan planeia construir outro submarino, se for bem-sucedido, e ambos serão implantados até 2027, de acordo com a agência de notícias do território CNA.

      Taiwan iniciou a tarefa dispendiosa e prolongada de construir os seus próprios submarinos depois de Pequim ter impedido Taipé de comprar tais embarcações no estrangeiro, através do uso de ameaças económicas e diplomáticas.

      Nos últimos anos, a China intensificou os seus exercícios militares dirigidos à ilha, enviando caças e navios da marinha para patrulhar e realizar exercícios nas águas e nos céus perto de Taiwan. Estiveram presentes na cerimónia a representante dos Estados Unidos no território, Sandra Oudkirk, e as delegações comerciais japonesas e sul-coreanas baseadas em Taiwan.

       

      China diz que políticos australianos que visitam Taiwan são usados por separatistas

       

      O embaixador da China na Austrália, Xiao Qian, disse ontem que os políticos australianos que visitam Taiwan são usados por forças separatistas na ilha autónoma, que Pequim reivindica como uma província sua. Xiao fez aqueles comentários após uma delegação parlamentar australiana ter visitado Taiwan esta semana. O ex-primeiro-ministro australiano planeia também fazer um discurso em Taipé no próximo mês.

      As visitas a Taiwan dos deputados australianos e do ex-primeiro-ministro “têm significado político” que “pode ser facilmente utilizado por forças políticas em Taiwan para impulsionar o seu movimento independentista e de secessão”, disse Xiao em conferência de imprensa. “Espero que eles sigam o princípio ‘Uma Só China’’ com atos e evitem de facto envolver-se com Taiwan em qualquer forma ou capacidade, para que não sejam utilizados politicamente por pessoas na ilha com motivos políticos”, disse Xiao.

      O governo chinês acusou na quarta-feira o partido no poder em Taiwan de estar a tentar alcançar a independência do território, após a líder taiwanesa, Tsai Ing-wen, ter reunido com seis deputados australianos, na terça-feira, visando obter o apoio da Austrália para a candidatura da ilha ao Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica, um tratado de livre comércio entre onze nações. O ex-primeiro-ministro australiano Scott Morrison planeia discursar no Fórum Yushan, em Taipé, entre os dias 11 e 12 de Outubro. O tema do fórum é a cooperação entre Taiwan e os países vizinhos.

      A relação da Austrália com a China deteriorou-se durante o governo de quatro anos de Morrison, que terminou quando o seu governo de coligação conservadora foi derrotado pelo Partido Trabalhista de centro-esquerda nas eleições do ano passado. Morrison é agora deputado da oposição no Parlamento australiano.

       

      Diplomata alemã diz que UE teria de “ter voz” num conflito entre China e Taiwan

       

      Um conflito entre China e Taiwan teria impacto a nível mundial e a União Europeia teria de intervir e “ter uma voz”, defendeu ontem uma alta funcionária do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão, Petra Sigmund. “Toda esta questão de Taiwan tem a ver com a paz regional e talvez mundial. Tudo o que acontecer no Estreito de Taiwan, se algo de muito mau acontecer, diz respeito à segurança europeia. Não é uma questão à qual viraríamos as costas”, afirmou a diretora geral do Departamento para a Ásia e Pacífico, durante uma conferência em Londres.

      Durante o debate “Como é que a Europa deve lidar com a China?”, promovido pelo Instituto de Relações Internacionais britânico, (Chatham House), Sigmund sublinhou que a União Europeia (UE) “tentaria ter uma voz” na resolução do conflito. “Podemos não ter relações diplomáticas com Taiwan, mas temos boas relações com Taiwan, e tencionamos prosseguir essas relações no quadro de uma política cuidadosa de ‘Uma Só China’, uma política de uma China única previsível e fiável”, vincou a diplomata.

      O director para o Nordeste Asiático e China do Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico, Dan Chugg, indicou que esta posição é partilhada pelo Reino Unido. “Taiwan é um problema mundial, porque se houver um conflito no Estreito de Taiwan, o impacto na economia global será catastrófico. E o impacto nas pessoas de todo o mundo seria o de estarmos a empurrar milhões de pessoas para a pobreza”, avisou.

      Além da importância de Taiwan na produção mundial de semicondutores – componentes essenciais para a produção de carros, telemóveis e outros bens eletrónicos – pelo estreito que separa a ilha da China passam navios com mercadorias de importância estratégica para o resto do mundo.

       

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau