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      Partido de Aung San Suu Kyi acusa militares de lhe recusar tratamento médico

       

      O partido de Aung San Suu Kyi acusou ontem a junta militar que governa Myanmar de estar intencionalmente a recusar cuidados médicos adequados à política birmanesa de 78 anos. Aung San Suu Kyi, detida no golpe de Estado de 1 de Fevereiro de 2021 que depôs o seu governo, está a cumprir uma pena de 27 anos de prisão por alegadas fraudes.

      A Liga Nacional para a Democracia (LND), o partido que liderava e que foi dissolvido, denunciou num comunicado divulgado em Banguecoque que a prémio Nobel da Paz de 1991 não está a receber “alimentos saudáveis”. A LND disse também que Aung San Suu Kyi não se encontra num ambiente adequado à idade e condição de saúde, e responsabilizou a junta pelo que lhe possa acontecer, segundo a agência espanhola EFE.

      O partido apelou para que a ONU, os líderes da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e outros organismos prestem atenção à situação.

      A LND venceu as eleições de novembro de 2020, que os militares denunciaram como fraudulentas e usaram como pretexto para o golpe de Estado que pôs termo a uma década (2011-2021) de transição democrática no país do Sudeste Asiático.

      Desde que foi detida em 2021, no mesmo dia em que os militares liderados pelo general Min Aung Hlaing tomaram o poder, Suu Kyi foi vista apenas uma vez, numa audiência em tribunal.

      A denúncia da LNG surge depois de o filho mais novo de Suu Kyi ter afirmado à televisão britânica BBC que a junta recusou tratamento médico à mãe, apesar de sofrer de gengivite, o que a impediria de comer. “Ela não tem acesso aos médicos pessoais. Tanto quanto sei, não lhe são permitidas quaisquer visitas”, afirmou Kim Aris numa entrevista posterior à agência norte-americana AP. “Nem sequer tem autorização para se misturar com os outros prisioneiros, o que significa que está basicamente sob uma forma de confinamento solitário”, acrescentou.

      A incerteza sobre a condição física de Aung San Suu Kyi também foi aobrdada na cimeira da ASEAN em Jacarta, na semana passada, em que participaram outros países parceiros da organização.

      Um membro da administração norte-americana disse que as preocupações com Suu Kyi fizeram parte de “vários eventos” durante a cimeira e que alguns dos 18 líderes presentes também discutiram a “detenção inaceitável” da dirigente birmanesa.

      Suu Kyi, que já passou 15 anos em prisão domiciliária durante a anterior junta militar (1962-2011), nega todas as acusações de que foi alvo em tribunal. Vários países e organizações, como os Estados Unidos, o Reino Unido, o Japão, a União Europeia, a Human Rights Watch e a Amnistia Internacional, apelaram para a sua libertação imediata.

      O golpe de Estado mergulhou Myanmar numa profunda crise política, social e económica e abriu uma espiral de violência que exacerbou a guerra de guerrilha que o país vive há décadas, com novos grupos armados formados após a revolta. Apesar do apoio internacional, Suu Kyi foi criticada por não ter condenado o massacre da minoria rohingya pelo exército birmanês quando foi ouvida pelo Tribunal Penal Internacional em 2019.

       

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      Redacção do Ponto Final Macau