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      Balança de pagamentos da RAEM registou défice de 8,1 mil milhões de patacas em 2022

      A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) divulgou ontem a estimativa preliminar da balança de pagamentos da RAEM do ano passado, que registou um défice de 8,1 mil milhões de patacas. Por outro lado, no ano passado, o ‘superavit’ da conta corrente situou-se em 10,8 mil milhões de patacas, menos 3,3 mil milhões face a 2021.

       

      No ano passado, a balança de pagamentos global da RAEM registou um défice de 8,1 mil milhões de patacas, uma vez que, eliminando o efeito das variações do preço e da taxa cambial, entre outros, os activos da reserva baixaram 8,1 mil milhões de patacas. A informação consta da estimativa preliminar da balança de pagamentos da RAEM do ano passado, divulgada ontem pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM).

      Além disso, os dados mostram que, em 2022, o ‘superavit’ da conta corrente situou-se em 10,8 mil milhões de patacas, tendo descido 3,3 mil milhões, face a 14,1 mil milhões registados em 2021, “visto que o ‘superavit’ observado no comércio de serviços e a entrada líquida de rendimento primário compensaram o défice do comércio de mercadorias e a saída líquida de rendimento secundário”, explica a AMCM.

      Na conta financeira, os activos financeiros não reserva registaram uma entrada líquida de 3,7 mil milhões de patacas em 2022, menos 28,5 mil milhões face à entrada líquida de 2021. A AMCM salienta que o investimento directo continuou a registar uma entrada líquida, ascendendo de 6,5 mil milhões de patacas em 2021 para 20,7 mil milhões em 2022, principalmente devido ao aumento dos activos de investimento directo ter-se estreitado.

      A saída líquida da carteira de investimentos diminuiu de 49,9 mil milhões de patacas em 2021 para 27,5 mil milhões em 2022, “em virtude da desaceleração significativa do crescimento da carteira de investimentos externos dos residentes de Macau – excluindo as reservas cambiais da RAEM – durante o ano de referência”, diz o organismo, acrescentando, porém, que os outros investimentos mantiveram uma entrada líquida, descendo de 73,5 mil milhões de patacas em 2021 para 3,7 mil milhões em 2022, uma vez que a diminuição dos outros activos externos dos residentes de Macau superou a dos outros passivos externos. A par disso, os derivados financeiros continuaram a registar em 2022 uma entrada líquida e atingiram 6,8 mil milhões de patacas.

      A AMCM diz ainda que no ano passado as exportações de mercadorias diminuíram 17,6% em termos anuais, enquanto as importações de mercadorias desceram 9,1%. O défice registado na conta de mercadorias decresceu de 86,8 mil milhões de patacas em 2021 para 84,3 mil milhões em 2022, dado que o valor base das importações foi superior ao das exportações. A par disso, o valor total das exportações da conta de serviços baixou 31,7% em 2022, “devido às exportações de serviços turísticos terem descido em consequência da pandemia”, diz o organismo, ressalvando que as importações de serviços subiram 6,4%. Portanto, reduziu-se entre 2021 e 2022 o ‘superavit’ registado na conta de serviços, de 115,6 mil milhões de patacas para 66,7 mil milhões.

      Na conta de rendimento primário, que reflecte os fluxos transfronteiriços dos rendimentos dos factores, o valor da entrada aumentou entre 2021 e 2022, de 46,6 mil milhões de patacas para 68,6 mil milhões, enquanto o valor da saída diminuiu de 48,5 mil milhões para 30,8 mil milhões, registando-se, portanto, uma entrada líquida de 37,8 mil milhões em 2022. A conta de rendimento secundário, que inclui as transferências correntes entre residentes de Macau e não residentes, registou uma saída líquida de 9,4 mil milhões de patacas em 2022, o que representa um decréscimo de 3,4 mil milhões face à saída líquida de 2021.