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      InícioCulturaMOIDF arranca em Setembro e traz 29 documentários a Macau

      MOIDF arranca em Setembro e traz 29 documentários a Macau

      A 7.ª edição do Festival Internacional de Documentários de Macau (MOIDF) está de regresso. De 8 a 24 de Setembro, o festival vai trazer à região 29 filmes, com destaque para os realizadores locais, para o cinema documental português e para os documentários em zonas de conflito. O realizador em foco é o franco-cambojano Davy Chou.

       

      Arranca já no dia 8 de Setembro a 7.ª edição do Festival Internacional de Documentários de Macau (MOIDF), que se prolonga até ao dia 24 de Setembro. Os filmes são exibidos no cinema CGV, no NOVA Mall, na Taipa.

      O MOIDF, organizado pela Comuna de Han-Ian e apoiado pelo Fundo de Desenvolvimento Cultural, apresenta este ano uma selecção de 29 filmes, entre os quais, “All The Beauty and Bloodshed”, que venceu o Leão de Ouro do Festival de Cinema de Veneza, e que será o filme de abertura deste festival de Macau.

      Entre os destaques está também “Mama Dream of Family”, dos realizadores de Macau Hao Chit e Kiwi Chan, que seguem a história de um grupo de mulheres que emigraram ilegalmente para Macau na década de 1980. Além disso, será também exibida uma versão restaurada de “Center Stage”, do famoso realizador de Hong Kong Stanley Kwan Kam Pang, que retrata a vida de uma actriz chinesa na década de 1940.

      Na secção “New Release” será apresentada uma selecção do curador, “Subject”, que acompanha as histórias dos participantes – para além do ecrã – de cinco documentários clássicos, reflectindo sobre o significado dos documentários e as questões éticas que implicam. Os documentários explorados nesta obra incluem “The Staircase” e “Capturing the Friedmans”.

      O MOIDF inclui também uma secção de filmes documentais portugueses, intitulada “Taste of Portugal”. Aqui, será exibido “Rising Sun Blues”, da cineasta Renata Ferraz, premiado no Ann Arbor Film Festival, nos Estados Unidos da América. O segundo filme português a ser apresentado em Macau é “Astrakan 79”, da realizadora Catarina Mourão. O filme gira em torno das memórias de um rapaz de Lisboa que foi enviado para viver na União Soviética em 1979.

      Os filmes documentais em zonas de conflito também estarão em evidência. “20 Dias em Mariupol” é um documentário produzido pela Associated Press, que mostra a vida dos jornalistas ucranianos ao arriscarem as suas vidas para relatar a guerra no país. “Myanmar Diaries” é outro filme sobre guerra, desta vez mostrando o rescaldo do golpe militar no país asiático que aconteceu há dois anos. “Miles to Go Before I Sleep” procura reconstruir a verdade em torno do tiroteio fatal de um trabalhador migrante vietnamita em Taiwan a partir de múltiplas perspectivas. Já “After the Rain” recorda o terramoto em Sichuan, em 2008. Por fim, “Seven Winters in Tehran” e “Smoke Sauna Sisterhood” mostram a capacidade de acção de mulheres no meio da escuridão.

      O realizador franco-cambojano Davy Chou será o “Realizador em Foco” deste ano. Durante o MOIDF, será realizada uma masterclass – conduzida em inglês com interpretação simultânea em mandarim -, bem como projecções de vários filmes realizados ou produzidos pelo cineasta que foi jurado no Festival de Cinema de Cannes, como “Regresso a Seul”, que explora a questão da identidade e foi seleccionado para a categoria de Melhor Longa-Metragem Internacional na 95.ª edição dos Prémios da Academia; “Golden Slumbers”, que traça a história do cinema cambojano até à década de 1960; e “Diamond Island”, que capta com precisão a melancolia e as contradições vividas pela juventude cambojana no meio da transformação social.

      Além disso, o MOIDF terá também vários seminários e exposições temáticas, explorando a ética, a autenticidade e a estética cinematográfica do cinema documental.