Edição do dia

Quarta-feira, 22 de Maio, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nevoeiro
24 ° C
24.9 °
23.9 °
100 %
2.6kmh
40 %
Qua
26 °
Qui
26 °
Sex
27 °
Sáb
28 °
Dom
28 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioSociedadeMacau tem vantagem de ‘tax-free’ e de resorts integrados para atrair consumidores...

      Macau tem vantagem de ‘tax-free’ e de resorts integrados para atrair consumidores de luxo da China  

      A isenção de imposto de consumo e as ofertas das operadoras de resort integrados apresentam-se como “oportunidades lucrativas” para tornar Macau mais atrativo para os consumidores de produtos de luxo, sobretudo os provenientes do interior da China, defende James Law, vice-presidente do Instituto de Marketing de Macau, num evento organizado pela Câmara de Comércio França-Macau que decorreu ontem.

      O especialista na área de desenvolvimento de mercado da indústria de luxo sublinhou que os centros comerciais, onde se vendem produtos de luxo em Macau, estão a complementar-se, em vez de “competições severas [entre os centros comerciais] na China Continental”. “Estamos na prática a criar uma economia maior, como as marcas de luxo estão a educar os consumidores que façam compras quando viajar para Hong Kong e Macau, porque temos muitas ofertas dos proprietários dos resorts integrados”, salientou.

      James Law prosseguiu que o serviço de alta qualidade, a relação próxima entre assistentes de vendas e consumidores, bem como a narrativa da história da marca também contribuem para o consumo de produtos de luxo, o que é actualmente dominado pelos chineses. “O gasto nos bens de luxo pelos consumidores chineses vai continuar a aumentar, deverão contribuir com quase dois terços do crescimento global do consumo de luxo”, apontou James Law, assinalando que as despesas vão contribuir em cerca de 40% do total do mercado total em dois anos.

      Além disso, James Law realçou que os novos consumidores de luxo da geração pós anos oitenta e noventa “são o motor do mercado chinês”, por serem “mais ricos e mais instruídos em relação às culturas de moda ocidentais”. “A geração afluente da China pós anos 80 está a impulsionar as compras de luxo neste momento. Estão no auge da sua carreira e dos seus rendimentos, gastam para demonstrar individualismo e sucesso”, explicou, acrescentando que a geração pós anos 90 “é um grupo dinâmico e digitalmente absorvido”.

      A política de filho único no interior da China foi também um dos factores que motivou a “indulgência” do consumo de luxo dos jovens, segundo o especialista, e esse grupo recebeu melhor educação no estrangeiro e teve contacto com marcas europeias, tendo também um forte contexto financeiro de família.

      James Law observou que a decisão de compra dos consumidores chineses jovens é mais afectado hoje em dia pelos conteúdos das redes sociais, sendo que a geração pós anos 80 e 90 gasta em média até cinco horas por dia na internet para consultar informações e decidir a aquisição de produtos, mas também toma a acção de encomendar dentro de uma semana depois de mostrar interesses em certos produtos.