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      DICJ e Macau Jockey Club sem comentários sobre rumores do fim das corridas de cavalos  

      Tanto a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) como o próprio Macau Jockey Club (MJC) rejeitaram comentar as notícias do possível encerramento de operações do MJC neste ano, que colocará um ponto final nas corridas de cavalos em Macau. A actual época de provas foi concluída no sábado e o MJC revelou que entregou uma proposta ao Governo sobre o calendário da nova época e está a aguardar a aprovação das autoridades.

       

      A Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) recusou comentar as informações que indicam a suspensão das provas de cavalos e o encerramento do Macau Jockey Club (MJC) este ano, após uma operação de mais de três décadas.

      Há mais de um mês a imprensa de Hong Kong Sing Tao Daily noticiou que os treinadores do MJC tinham sido informados da proibição de importação de cavalos imposta pelas autoridades de Macau, enquanto o portal Asian Racing Report indicou recentemente que as corridas de cavalos em Macau poderão chegar ao fim num futuro breve, seguindo o que aconteceu este ano em Singapura.

      Numa resposta enviada ao Jornal Ou Mun, a DICJ não deu uma resposta clara, e apenas sublinhou que “o Governo da RAEM aprovou, em Fevereiro de 2018, a prorrogação do contrato de franquia das corridas de cavalos até 31 de Agosto de 2042, e procedeu à revisão das disposições do contrato de franquia”.

      “Em relação aos rumores relevantes que circulam na sociedade, o organismo não vai comentar”, enfatizaram as autoridades, frisando que “a DICJ continuará a exercer os seus diversos trabalhos de fiscalização em conformidade com as leis e regulamentos relevantes em matéria de jogos e com os termos do contrato de franquia de corridas de cavalos”.

      O MJC, da mesma maneira, não comentou o assunto. Em declarações à imprensa, a organização enfatizou que ainda continua em funcionamento e a época das corridas 2022/2023 foi “concluída com êxito”, com a última prova no sábado.

      Afirmou que submeteu ao Governo uma proposta de calendário de provas, para Setembro deste ano até Agosto do próximo ano, e está a aguardar a aprovação do Governo.

      O Jornal Ou Mun disse ter recebido relatos dos funcionários do MJC sobre a preocupação do encerramento da organização, apesar da mesma ter informado que a próxima época de prova vai começar no dia 29 de Setembro, e que “a operação do MJC poderá acabar a 31 de Dezembro deste ano”.

      O rumor do fim do MJC teve início numa ordem do Governo de Macau, que ordenou o cancelamento da inspecção sanitária de trinta cavalos que se encontravam em instalações de quarentena animal em Sidney e inicialmente em vias de serem enviados para Macau. A ocorrência levou um treinador, anónimo, a revelar, em meados do mês, ao Asian Racing Report que “a situação não é optimista”.

      O treinador referiu ainda que as corridas foram reduzidas a apenas um dia por semana, e o número de cavalos no território é actualmente de apenas 220.

      Foi ainda referido que o MJC terá falhado em cumprir a maioria das promessas constadas na prorrogação de contrato de franquia por 24 anos em 2018, altura em que o operador comprometeu-se em investir 1,5 mil milhões de patacas por ano para desenvolver os elementos de lazer, entretenimento e desporto.

      Os compromissos incluem, segundo o portal noticioso Allin Media, 12 projectos de construção, como um parque temático e uma escola equestre, dois hotéis, um campo de ténis até 2026, bem como instalação para ligar o Metro Ligeiro ao Hipódromo da Taipa até 2024.

      Nesse sentido, caso a empresa não cumpra o contrato, poderá ver o seu monopólio cancelado. A presidente da administração do MJC, Angela Leong, terá sido chamada a explicar a situação ao Governo, devido ao incumprimento do contrato.

      A situação financeira também é motivo da preocupação, pois o MJC registou uma perda acumulada de 2,1 mil milhões de patacas no ano passado, um aumento de 200 milhões de patacas em relação às perdas no mesmo período do ano anterior.