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      Associação das Mulheres pede subsídio para casais necessitados de serviços de procriação assistida  

      Loi I Weng, vice-presidente da Associação Geral das Mulheres, defende a prestação de apoio financeiro aos casais que pretendem receber serviços de procriação medicamente assistida. Alertando que a baixa natalidade pode provocar “conflitos sociais” mais profundos, a responsável apontou que os casais podem ter de receber vários serviços médicos para engravidarem com sucesso, podendo os elevados custos médicos impedir a vontade de recorrer a estes serviços.

       

      A Associação Geral das Mulheres está preocupada com o futuro preço dos serviços de procriação medicamente assistida em Macau, cujo custo elevado poderá afectar a vontade dos residentes necessitados de aderir ao tratamento. O lançamento de um projecto piloto para subsidiar serviços de técnicas de procriação medicamente assistida poderá ser uma solução ao problema, e a associação insta o Governo a implementar a medida o mais rápido possível.

      A lei de técnicas de procriação medicamente assistida foi aprovada na especialidade pela Assembleia Legislativa no final de Julho e está prevista a sua entrada em vigor no primeiro semestre do próximo ano. Loi I Weng, vice-presidente da Associação Geral das Mulheres, pede para se lançar um plano de subsídio para casais inférteis elegíveis para receberem o serviço, o que poderá ainda aliviar a pressão financeira das famílias necessitadas.

      “A procriação está intimamente relacionada com a idade dos casais. Muitos estudos mostram que as mulheres com idades compreendidas entre os 20 e os 34 anos estão no auge da fertilidade, e que as mulheres com 35 anos ou mais enfrentam mais crises de gravidez”, apontou a responsável, salientando que, mesmo que recorram a serviços de procriação assistida, é “difícil garantir que engravidem de uma só vez com o actual nível de tecnologia médica”.

      Dessa forma, segundo Loi I Weng, os casais podem ter de recorrer aos serviços várias vezes antes de conseguirem engravidar com sucesso e, assim, “os elevados custos médicos afectam também o desejo de ter filhos entre os residentes”.

      Loi I Weng destacou que as técnicas de procriação medicamente assistida são consideradas actualmente o meio mais eficaz para tratar a infertilidade, pelo que o Governo deve prestar apoio financeiro a quem tem necessidade deste serviço, “permitindo que os cidadãos concretizem o seu desejo de serem pais”.

      Recorde-se que o Governo já mencionou, durante a discussão do projecto de lei na comissão permanente da Assembleia Legislativa, que pretende lançar medidas de apoio relevantes no futuro, no entanto, o eventual subsídio será apenas uma parte do pagamento do serviço. Já para a referida medida não foi anunciada mais informação até ao momento, depois da sua aprovação de lei.

      Num comunicado publicado pela Associação, a também vogal do Conselho para os Assuntos das Mulheres e Crianças sugeriu que as autoridades elaborem com a maior brevidade possível o plano de subsídio, incluindo detalhes sobre a elegibilidade de candidatura e valor subsidiado.

      Loi I Weng urge assim ao Governo que ajude os cidadãos a resolver os seus problemas de fertilidade, incentivando a natalidade na RAEM, e, ao mesmo tempo, que recolham e analisem a situação dos casais inférteis nos últimos anos, de forma a tentar identificar a origem da infertilidade, para optimizar o diagnóstico preventivo e prestar serviços médicos orientados e abrangentes.

      Citando um relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no início do ano, Loi I Weng realçou que cerca de uma em cada seis pessoas no mundo sofre de infertilidade, cuja elevada prevalência se tornou num importante desafio de saúde pública a nível mundial.

      Em Macau, os Serviços de Saúde afirmaram que o número de pessoas que sofrem de infertilidade aumentou de 139, em 2018, para 331, em 2021, mostrando uma tendência crescente. “Dado que a taxa da natalidade em Macau continua a ser baixa, a situação de infertilidade vai agravar conflitos sociais profundamente enraizados, como a desnatalidade e o envelhecimento da população”, observou Loi I Weng.

      A responsável apontou ainda que o Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas está prestes a ser inaugurado, e espera, assim, que o Hospital das Ilhas introduza tecnologia avançada de procriação assistida para servir os residentes.