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      Ma Io Fong quer reduzir impactos aos moradores no projecto da área pedonal da Rua da Felicidade

      Relativamente ao projecto que tornará a Rua da Felicidade numa zona exclusiva para peões, o deputado Ma Io Fong acredita ser necessário o Governo lançar uma consulta pública para saber as opiniões dos residentes e comerciantes da zona. Numa interpelação escrita, o deputado instou ainda que as autoridades apresentem soluções para minimizar os impactos à vida dos moradores do referido bairro, na sequência do aumento de visitantes nas imediações após o arranque da iniciativa.

       

      O deputado Ma Io Fong enviou uma interpelação escrita a solicitar ao Governo os detalhes do planeamento da área pedonal da Rua da Felicidade, pedindo que as autoridades oiçam as opiniões do público e reduzam os eventuais impactos à vida dos moradores da zona causados pelo projecto.

      O plano do Bairro de Peões da Rua da Felicidade foi anunciado no mês passado pelo Instituto Cultural (IC), seguindo o exemplo da zona exclusiva para peões na Avenida de Almeida Ribeiro, iniciativa organizada durante o Ano Novo Lunar deste ano.

      Ma Io Fong começou por elogiar a apresentação do projecto, considerando que a zona circundante da Rua da Felicidade possui um rico património histórico e recursos culturais em termos de elementos tradicionais da cidade, e que o plano contribuirá para a revitalização de bairros antigos e novas atracções culturais e turísticas em Macau.

      “No entanto, até ao momento, o conteúdo detalhado do planeamento ainda não foi divulgado ao público e as informações relevantes ainda não estão disponíveis na página electrónica do IC, o que dificulta a discussão e manifestação de opiniões das partes interessadas”, apontou.

      A seu ver, o Governo deve clarificar o mais brevemente possível o plano da área pedonal, bem como lançar uma consulta pública para recolher opiniões de organizações profissionais, residentes e lojistas do bairro, a fim de “obter um consenso” para avançar o projecto.

      O deputado ligado à Associação Geral das Mulheres está também preocupado que a iniciativa provoque impactos à vida quotidiana dos moradores, com o aumento do fluxo de visitantes neste bairro.

      Recordando que alguns dos edifícios da Rua da Felicidade são actualmente utilizados para fins residenciais e são prédios de dois andares, Ma Io Fong alertou para a chegada de ainda mais turistas quando for criada uma plataforma no local para espectáculos culturais, criativos e artísticos. “É inevitável que as actividades turísticas e dos peões entrem em contacto com as zonas de habitação privada dos residentes”, destacou.

      Desse modo, Ma Io Fong questionou como vai o Governo coordenar e comunicar com antecedência com os moradores, de modo a minimizar o impacto da zona pedonal de forma a criar também um ambiente turístico favorável.

      O legislador, por outro lado, salientou que têm surgido preocupações na comunidade após o anúncio do plano de zona pedonal sobre as instalações de transporte complementares e o planeamento de tráfego nas zonas circundantes.

      “As faixas de rodagem que ligam à Rua da Felicidade são principalmente de sentido único e a passagem pedonal é geralmente mais estreita, sendo já muito comum uma situação de conflito entre peões e veículos pelo acesso à estrada”, acrescentou Ma Io Fong, prevendo que, com a abertura da zona exclusiva para peões no futuro, o volume de visitantes e a procura de transporte de mercadorias aumentem e, por isso, os limitados recursos de circulação rodoviária nas imediações serão ainda mais “comprimidos”.

      Recorde-se que o plano anunciado pelo IC visa criar uma zona pedonal, de natureza permanente, entre a Rua da Felicidade, a Travessa do Mastro, a Travessa do Aterro Novo, a Rua do Matapau e a Travessa de Hó Lo Quai. Nessa altura, a presidente do organismo, Leong Wai Man, disse que o projecto ainda está na fase conceptual e não tem data prevista para o arranque, acrescentando ainda que as autoridades de assuntos de tráfego afirmaram que o plano não terá grandes impactos no trânsito.