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      Início Economia Actividade Internacional no sector bancário desceu em Junho  

      Actividade Internacional no sector bancário desceu em Junho  

       

      Em três meses, os activos internacionais no sistema financeiro local desceram 6,4%, totalizando em 2.124 mil milhões de patacas. Quanto a responsabilidades internacionais, também houve um decréscimo de 6,4%, sendo que agora este valor está em 2.072 mil milhões de patacas. A Autoridade Monetária e Cambial de Macau revelou ainda nas últimas estatísticas de Junho que os empréstimos de entidades não bancárias sobre o exterior representaram a maior parte dos activos internacionais, totalizando em 624 mil milhões de patacas.

       

      A Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM) acaba de lançar os últimos dados da proporção que as actividades financeiras internacionais ocuparam no sector bancário do território, revelando que em Junho houve várias descidas percentuais quanto a activos, passivos, e também com as responsabilidades internacionais do passivo total do sistema bancário. As estatísticas da actividade internacional do sector bancário de Macau são principalmente elaboradas de acordo com os métodos indicados pelo “Bank for International Settlements”, a fim de assegurar a participação da RAEM no projecto de “Estatísticas regionais da actividade bancária internacional”, indicou a AMCM em nota.

      Quanto ao activo total, isto é, as actividades que geram dinheiro, a quota das aplicações financeiras nos mercados internacionais em Junho foi de 84,7%, descendo dos 85,6% de Março, mas as responsabilidades internacionais no passivo total, ou seja, tudo o que representa custos, desceram de 83,4%, registado no final de Março de 2023 para 82,6%.

      Em Junho, os empréstimos de entidades não bancárias sobre o exterior representaram a maior parte dos activos internacionais, totalizando em 624 mil milhões de patacas, numa descida de 7,7% relativa a Março. Relativamente ao total dos activos internacionais do sector bancário da RAEM, este chegou em Junho a 2.124,8 mil milhões de patacas, decrescendo 6,4% comparativamente ao trimestre anterior. Ainda sobre os activos, a AMCM destacou o decrescimento de 7,2% das disponibilidades sobre o exterior (1.546,4 mil milhões de patacas) e o decrescimento de 4,3% dos activos locais em moedas estrangeiras (578,5 mil milhões patacas).

      O comunicado da AMCM salientou ainda que a moeda local não é a unidade principal nas transacções bancárias internacionais, e como tal, em Junho a pataca apenas ocupou uma quota de 0,9% no total activo e 0,6 no total passivo financeiro internacional. O dólar norte americano continua a ser a moeda mais utilizada, com 42,9% no total activo, e 37,7% no total da responsabilidade internacional, mas o dólar de Hong Kong também tem uma quota elevada, de 32,4% no activo e de 34,6% no passivo. O renminbi ocupou 3,5% do activo e 3,4% do passivo internacional.

      Especificando as responsabilidades internacionais que os bancos em Macau tiveram em Junho, a Autoridade Monetária referiu que estas desceram 6,4% comparativamente com a taxa registada há três meses, e totalizam agora em 2,077 mil milhões de patacas. Os depósitos em moedas estrangeiras dos residentes e do Governo da RAEM nos bancos locais representam a maior componente no total das responsabilidades internacionais, acrescentou ainda o mesmo comunicado. Estes depósitos, que em Junho foram de 675,6 mil milhões patacas, diminuíram 1,8% em relação a Março. Em relação ao trimestre anterior, é ainda de assinalar uma descida de 8,8% das responsabilidades para com o exterior (1.158,9 mil milhões) e um decréscimo de 3,2%, das responsabilidades internas em moedas estrangeiras (913,1 mil milhões).

      A actividade bancária internacional de Macau distribui-se principalmente pela Ásia, referiu a AMCM. Até final de Junho, no total de activo exterior, as quotas das disponibilidades do sistema bancário de Macau no interior da China e em Hong Kong, foram de 40,5% e 26,1%, respectivamente. Entretanto, as quotas das disponibilidades nos países de língua portuguesa e nos países localizados ao longo da iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” ocuparam 0,8% e 11%, respectivamente. Quanto ao passivo sobre o exterior, registaram quotas de 42,6% e 37,9% para Hong Kong e o interior da China, respectivamente, do total de passivo sobre o exterior. Relativamente aos países de língua portuguesa e aos países localizados ao longo da iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” registaram quotas de 0,6% e 6,8%, respectivamente.