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      Deputada quer reforçar luta contra a droga na sequência da legalização da canábis na Tailândia  

      A deputada Lo Choi In alerta para a necessidade de reforçar a promoção sobre a luta contra a droga em Macau, nomeadamente o conhecimento dos cidadãos sobre a canábis. Numa interpelação destinada à tutela da Segurança, a deputada notou que a Tailândia, sendo um dos destinos populares de viagem para residentes, descriminalizou a canábis, pedindo assim medidas para aumentar o conhecimento do público sobre a importação em Macau de produtos e lembranças que contenham canábis. Lo quer ainda intensificar a educação dos jovens sobre os danos da droga.

       

      A legalização da canábis na Tailândia está a preocupar a deputada Lo Choi In, que mostra receio de os jovens viajarem para experimentar a droga, bem como de os cidadãos transportarem, por engano, produtos com componentes de canábis para Macau. Solicita assim ao Governo que reforce a sensibilização aos cidadãos sobre a luta contra a droga.

      “Em países onde a canábis é legalizada, muitos turistas podem gradualmente subestimar os perigos das drogas. Muitas organizações de serviços sociais estão preocupadas com o facto de os jovens poderem correr o risco de experimentar drogas por curiosidade”, sublinhou a deputada, numa interpelação encaminhada para o Governo.

      Lo Choi In deu destaque à entrada em vigor da legalização da canábis, desde Junho do ano passado, “num país turístico popular do Sudeste Asiático”, ou seja, a Tailândia, o que levou ao aparecimento de muitos produtos que contêm ingredientes da canábis no mercado local, incluindo comida, bebidas, perfumes, sendo que “até se encontram imagens da canábis em muitos restaurantes, lojas e locais de entretenimento no país”.

      Com o relaxamento das restrições de entrada e saída de Macau, Lo Choi In disse que muitos cidadãos fizeram planos para viajar para o estrangeiro, sendo que a Tailândia é perto e um dos destinos turísticos mais populares para os residentes. “A forma como a canábis é apresentada pode tornar as pessoas menos vigilantes contra as drogas, representando assim um potencial perigo ou risco de violação da lei para os residentes quando viajam para o estrangeiro”, realçou.

      A antiga vogal da Comissão de Luta contra a Droga recordou que a canábis continua a ser sujeita a controlo em Macau, e a posse, o consumo e a preparação de plantas da canábis constituem uma violação penal. No passado as autoridades judiciais emitiram alertas para lembrar os cidadãos que não deviam comprar produtos relacionados com a canábis quando viajavam para certos países no estrangeiro onde a canábis estava legalizada.

      “Nos países que descriminalizaram a canábis, existem produtos com canábis que são vendidos como lembranças, como bolos, salgadinhos e saquinhos de chá. Os residentes que viajam, trabalham ou estudam no estrangeiro, se não tiverem cuidado e levarem produtos de recordação para Macau, podem violar a lei por engano”, alertou a deputada.

      Lo Choi In, além disso, referiu que o controlo de segurança em certos aeroportos do Sudeste Asiático não consegue verificar se o teor de Tetrahidrocanabinol (“THC” – principal substância psicoactiva da canábis) é superior ao limite legal de 0,2%, pelo que eleva o risco de transporte inadvertido os produtos da canábis, colocando assim mais desafios ao trabalho de combate à droga em Macau.

      “Deve-se evitar que os cidadãos consumam ou tragam por engano produtos que contenham canábis quando viajam. É necessário reforçar a capacidade do público para identificar esses produtos, e também intensificar o controlo e inspecção alfandegários”, sugeriu.

      Notando que muitas mensagens de advertência relevantes das autoridades judiciárias foram publicadas em 2019, a deputada questionou, na interpelação, o plano do Governo para uma nova ronda de promoção e alerta sobre as drogas em Macau, sobretudo nos postos fronteiriços, bem como fortalecer a educação aos jovens locais.

      Como noticiou o PONTO FINAL no mês passado, o Instituto de Acção Social (IAS) afirmou estar “muito atento” à legalização da canábis na Tailândia, alertando que os cidadãos podem ser condenados a pena de prisão caso transportem produtos relacionados com a canábis para Macau. O organismo assegurou também “reforçar o combate aos crimes relacionados com a droga e os trabalhos da divulgação jurídica sobre a promoção educativa dos danos da droga”.