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      Governo pretende alargar o ensino da língua portuguesa a 40 escolas locais  

      O Governo de Macau quer uma maior abrangência do ensino do português em Macau e espera que mais de metade das escolas de ensino básico em Macau ofereçam cursos de língua portuguesa. Ho Iat Seng espera que as crianças aprendam português desde a infância, recordando que Portugal também garantiu apoiar o desenvolvimento do ensino português em Macau. A VI Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) será realizada no próximo ano, avançou Ho Iat Seng.

       

      O Chefe do Executivo revelou a sua expectativa para reforçar o ensino da língua portuguesa em Macau e quer alargar a disponibilização de cursos para mais de 40 escolas de ensino básico, para que os alunos locais aprendam o básico da língua portuguesa “desde a infância”.

      Existem actualmente em Macau 77 escolas de ensino básico, das quais 36 têm aulas com a disciplina de português, segundo Ho Iat Seng, acrescentando que o número representa “um aumento significativo em relação há dez anos” e espera que vá ainda aumentar num futuro breve.

      Na sessão plenária da Assembleia Legislativa de sexta-feira, o líder do Governo da RAEM assinalou que a plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa é “uma missão que o País concede a Macau”, mas também “uma vantagem própria” de Macau. Defendeu ainda que a promoção da língua portuguesa é “uma responsabilidade do sector da educação”.

      Ho Iat Seng lamentou que a pandemia tenha afectado a vontade dos alunos locais em irem estudar para Portugal, mas garantiu que o número de alunos de Macau em universidades portuguesas já está em recuperação.

      “Em anos recentes, devido à pandemia, havia menos estudantes a estudar em Portugal. Mas durante a visita a Portugal [em Abril], vi que muitos alunos estão a frequentar cursos ali. Macau é a região com maior número de pessoas na China a estudar em Portugal, o que prova que o português é ainda muito atraente para as novas gerações”, afirmou.

      O Chefe do Executivo mostrou-se optimista no regresso dos jovens após a conclusão dos seus estudos em Portugal, uma vez que os salários em Portugal “não são tão altos” como em Macau. De acordo com dados oficiais, citados pela Agência Lusa, o salário mediano em Macau era de 17 mil patacas (cerca de 1.920 euros) no segundo trimestre deste ano, enquanto em Portugal o salário médio era de 1.355 euros, no primeiro trimestre de 2023.

      “Além de estudar o Direito e a Tradução Chinês-Português, muitos alunos universitários de Macau em Portugal estudam ciências e arquitectura, acumulando assim muitos talentos bilíngues e profissionais chinês-português para Macau”, frisou.

      Ho Iat Seng, apesar de esperar por mais escolas de ensino não superior a abrir cursos do português, admitiu que “não são obrigadas” as escolas a ensinar português, uma vez que o assunto “exige muitos factores”, incluindo a disponibilidade de docentes. Neste caso, Ho recordou que teve um encontro durante a visita a Portugal com o Presidente da República Portuguesa, “o qual garantiu apoiar o desenvolvimento do ensino português em Macau”.

      Além disso, Ho Iat Seng adiantou que a VI Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) será realizada no próximo ano. “O Governo vai cooperar para corresponder às novas exigências da Conferência, e empenhar-se ao máximo nos trabalhos para que Macau possa desempenhar melhor o papel de plataforma entre a China e os países de língua portuguesa”, afirmou.

      O governante apontou que a visita a Portugal em Abril, a primeira visita ao estrangeiro do Executivo, teve como objectivo fortalecer o papel de Macau como uma plataforma entre a China e os países de língua portuguesa, sendo que “a parte portuguesa também reconheceu e apoiou os trabalhos desenvolvidos por Macau”.

      O Fórum Macau foi estabelecido há 20 anos. Ho Iat Seng disse que o mesmo promove um grande número de trocas comerciais bilaterais, tendo o comércio com os países lusófonos atingido o valor de 100 mil milhões de dólares americanos, e o volume de negócios tem aumentado anualmente e expandido várias áreas.