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      Hong Kong prende 10 pessoas acusadas de apoiar activistas após protestos de 2019

      A polícia de Hong Kong deteve ontem 10 pessoas sob suspeita de colocarem em risco a segurança nacional, através do alegado envolvimento com um fundo entretanto extinto, que visava apoiar manifestantes detidos durante os protestos pró-democracia de 2019.

       

      Os quatro homens e seis mulheres são suspeitos de conspirar com o 612 Humanitarian Relief Fund, para receberem doações do exterior e fornecerem apoio financeiro a pessoas que fugiram de Hong Kong ou a organizações que pediram sanções contra a cidade, disse a polícia. O comunicado da polícia não identificou os suspeitos ou as pessoas e organizações que supostamente foram apoiadas por eles.

      Desde 2020, mais de 260 pessoas foram presas em Hong Kong, sob uma lei de segurança nacional imposta por Pequim ao território, incluindo muitos dos principais ativistas pró-democracia da cidade.

      No ano passado, os ex-administradores do fundo, incluindo o cardeal católico Joseph Zen, a cantora Denise Ho e a ex-parlamentar pró-democracia Margaret Ng foram também presos. A prisão de Zen, em particular, chocou a comunidade católica.

      Embora as acusações não incluam violações contra a segurança nacional, eles foram multados num processo separado, em novembro passado, por não terem registado o fundo, que encerrou operações em 2021.

      A polícia intensificou também a sua campanha para atingir oito activistas de Hong Kong radicados no exterior, incluindo os ex-deputados pró-democracia Nathan Law, Ted Hui e Dennis Kwok, que estão acusados de violar a lei de segurança nacional.

      As autoridades ofereceram recompensas de um milhão de dólares de Hong Kong (115 mil euros) por informações que levem à prisão de cada um deles. Familiares de alguns dos activistas foram já interrogados pela polícia.

      As autoridades também prenderam ex-membros do Demosisto – um partido político agora extinto e cofundado por Law – por suspeita de apoiarem ativistas estrangeiros que supostamente ameaçavam a segurança nacional.

      A polícia disse ontem que realizou buscas nas casas e escritórios dos suspeitos que foram detidos esta semana e que apreendeu documentos e dispositivos de comunicação eletrónica. Os suspeitos foram acusados de terem conspirado com forças estrangeiras para colocar em risco a segurança nacional e incitar tumultos, disse a polícia. “A operação policial está em andamento e a possibilidade de novas prisões não está descartada”, lê-se na mesma nota.

      Os protestos de 2019 foram desencadeados por um projecto de lei, entretanto retirado, que permitiria a extradição de suspeitos de crimes para a China continental. Os críticos temiam que os suspeitos desaparecessem no sistema jurídico opaco e dominado pelo Partido Comunista da China. A oposição transformou-se em meses de protestos, que desencadearam frequentemente em vandalismo e confrontos com a polícia. Lusa

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau