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      Taxa de mortalidade de cancro em Macau é “relativamente baixa”, indicam os SSM  

      Os Serviços de Saúde consideram que os trabalhos de prevenção e tratamento de cancros são eficazes e a taxa de mortalidade de cancro em Macau mantém-se num nível relativamente baixo, apesar de a doença ter matado quase mil residentes no ano passado. O cancro tem sido a principal causa de morte entre a população. O organismo revelou que, quanto ao cancro da mama, a taxa de sobrevivência relativa de cinco anos é de 88,5%. Foram ainda submetidas 2.700 pessoas ao rastreio do cancro colorrectal no ano passado.

       

      A taxa de incidência de cancro padronizada para a idade e a taxa de mortalidade de cancro em Macau são relativamente baixas em comparação com as da maioria dos países desenvolvidos, observam os Serviços de Saúde (SSM), não obstante o facto de o cancro ser a principal causa de morte dos residentes de Macau.

      No ano passado, foram diagnosticados 2.325 novos casos e morreram de cancro 970 pessoas, o que representa um terço do número total de mortes no território, altura em que Macau registou cerca de três mil óbitos, número mais elevado de sempre.

      Os SSM, que se mostram optimistas em relação aos trabalhos sobre o cancro em Macau, consideram que se podem detectar os doentes de forma “eficaz e precoce”, bem como fornecer diagnósticos atempados e tratamentos abrangentes gratuitos, através do sistema de cuidados de saúde comunitários, dos programas de rastreio de cancros e da cooperação com as instituições médicas sem fins lucrativos, a fim de “atingir os objectivos políticos de detecção, diagnóstico e tratamento precoces”.

      A questão da prevenção e tratamento do cancro foi levantada por Wong Kit Cheng, numa interpelação escrita onde a deputada manifestou preocupações devido à elevada incidência dessa doença em Macau. Segundo a também enfermeira, os dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde apontam que as taxas de incidência e de morte por cancro continuam com uma tendência de aumento. “Os trabalhos de prevenção e tratamento do cancro vão ser um dos desafios importantes para a área da saúde pública de Macau”, assinalou.

      Na resposta, o director dos SSM reiterou que o organismo tem investido grandes recursos nos trabalhos para fazer face ao cancro, bem como a promoção activa de estilos de vida e alimentação saudáveis. “É de salientar que a causa do cancro está relacionada com estilos de vida, tais como maus hábitos alimentares, tabagismo e falta de exercício físico”, disse.

      Alvis Lo salientou na resposta que as autoridades dispõem de um mecanismo de rastreio do cancro da mama, sendo que as pessoas necessitadas serão encaminhadas para o Centro Hospitalar Conde de São Januário para acompanhamento. “Presentemente, a taxa de sobrevivência relativa de cinco anos é de 88,5% para o cancro da mama em Macau”, revelou o médico, frisando que a taxa demonstra “uma melhoria positiva” decorrente dos trabalhos realizados.

      Além disso, o líder dos SSM anunciou que vai desenvolver um programa-piloto de rastreio do cancro da mama num futuro breve, a fim de melhor optimizar os trabalhos. Será assim efectuada, de forma faseada, a avaliação de risco do cancro da mama destinada a mulheres através de questionário e, em seguida, as pessoas em risco serão organizadas para se submeterem à mamografia. Já o conteúdo do questionário está neste momento a ser aperfeiçoado em conjunto com as instituições académicas.

      Perante o pedido da deputada sobre o lançamento de programas de rastreio para mais tipos de cancro, Alvis Lo não tomou uma posição clara, mas optou por enfatizar que “todos os rastreios têm as suas limitações e potenciais riscos”, dado que se houver um falso positivo ou um falso negativo, levará, respectivamente, a um encargo psicológico desnecessário ou ao atraso na procura de tratamento médico.

      Foi explicado também que os SSM têm vindo a promover rastreios do cancro do colo do útero e do cancro colorrectal porque ambos “apresentam um custo-benefício relativamente elevado”, sendo que os dois tipos de cancro têm um período mais longo para uma condição de lesões pré-cancerosas.

      Em relação ao rastreio do cancro colorrectal, 2.700 pessoas qualificadas foram submetidas ao rastreio no ano passado, segundo o organismo, 179 pessoas com resultado positivo foram encaminhadas para colonoscopia e oito delas foram diagnosticadas com cancro colorrectal. Desse modo, a taxa de detecção do cancro colorrectal por meio de colonoscopia foi de 4,5%, o que os SSM consideram que reflecte “a eficácia de realização generalizada” do rastreio.