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      Governo sem grande confiança no recrutamento e sem orçamento definitivo para o Hospital das Ilhas

      Foi aprovado ontem na Assembleia Legislativa o Regime de gestão do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas – Centro Médico de Macau do Peking Union Medical College Hospital, que terá 1.150 camas e 25 salas de cirurgia. Durante o debate no hemiciclo, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura disse não ter um orçamento definitivo para o funcionamento do hospital e que não está “muito confiante para contratar pessoal suficiente”. A governante defendeu ainda a construção de edifícios para especialistas.

       

      O Governo não está actualmente em condições para estipular um orçamento concreto para o futuro funcionamento do Hospital das Ilhas, cuja inauguração, da primeira fase de serviços, está prevista para o final deste ano. Elsie Ao Ieong, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, assegurou que as autoridades estão a realizar os trabalhos preparativos para a formulação do orçamento, o que dependerá do número de funcionários recrutados e do escopo dos serviços.

      A proposta de lei sobre o Regime de gestão do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas – Centro Médico de Macau do Peking Union Medical College Hospital foi alvo de apreciação na especialidade na reunião plenária de ontem, onde o diploma foi aprovado em unanimidade.

      Os deputados José Pereira Coutinho, Ip Sio Kai, Ron Lam e Ella Lei manifestaram preocupações sobre o orçamento, mas também relativamente às instalações para o funcionamento da instituição médica.

      Elsie Ao Ieong, em resposta aos deputados, disse que o Governo prevê um recrutamento de 400 profissionais em Macau para a primeira fase do funcionamento do hospital. “Mas será que conseguimos isso? Também não estamos tão confiantes em contratação de pessoal suficiente”, referiu.

      A governante acrescentou que, caso não seja possível preencher os 400 postos como planeado, será feito um recrutamento global. Nesse sentido, o número de recrutados também vai afectar o escopo dos serviços que podem ser prestados na primeira fase de inauguração. Por outro lado, segundo a secretária, o orçamento está ainda relacionado com a determinação da escala de serviços médicos internacionais, e apenas com o qual o orçamento poderá ser fixado.

      O que é certo para este momento é que o Peking Union Medical College Hospital vai enviar 50 profissionais para apoiar a operação do Hospital das Ilhas, estando inicialmente previsto que esses médicos especialistas do interior da China forneçam serviços diurnos e possam cooperar com o Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ em termos de realizar operações cirúrgicas.

      “Não consigo dar conta em concreto agora. E se o número tiver um ajuste, vocês vão criticar-me, não tenho confiança [de dizer], tenho medo de dizer”, frisou Elsie Ao Ieong, garantindo, entretanto, que irá fornecer mais informação quanto o possível, por estar preocupada que “o público acha que o Governo pode repreender tudo”.

      Elsie Ao Ieong revelou ainda que a instalação tem agora um total de 1.150 camas e 25 salas de cirurgia, enquanto o CHCSJ tem oito. O Centro Médico dispõe do Hospital de Macau, do Edifício de Serviços Gerais, bem como de outros edifícios de apoio, incluindo um prédio do laboratório central, hospital de reabilitação, um dormitório temporário para funcionários para o período de tufões e incidentes súbitos de saúde pública, e um projecto de Edifícios Habitacionais para Especialistas, que custará 500 milhões de patacas.

      Questionada sobre a necessidade de construir os referidos edifícios, a secretária defendeu que é preciso fornecer alojamento para os profissionais que vêm do exterior para trabalhar no Hospital das Ilhas. “Não é uma medida inovadora, as operadoras de resorts integrados, as grandes empresas, para contratar talentos também dão alojamento ou subsídio”, apontou.

      Elsie Ao Ieong justificou que não vai optar por arrendar casas para os especialistas. “O Governo arrendou muitos escritórios no passado, e os deputados queixaram-se muito. Fazemos contas e sabemos que [a construção] é melhor. Isso não é uma coisa de um ano, mas um plano centenário”, referiu.

      De acordo com o diploma, o Centro Médico de Macau visa não só prestar cuidados de saúde, mas também educação médica e investigação de medicina. O Governo espera que seja fornecido neste hospital o tratamento de doenças críticas, graves e de elevada complexidade, “sem necessidade de deslocação da população ao exterior da RAEM para procurar tratamento”.

      A secretária afirmou ainda que a instituição vai assumir “a missão” de formação de quadros qualificados locais da área de medicina.