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      Início Ásia Votação para nomear novo primeiro-ministro da Tailândia adiada

      Votação para nomear novo primeiro-ministro da Tailândia adiada

      A votação no parlamento tailandês para nomear o novo primeiro-ministro, agendada para quinta-feira, foi adiada indefinidamente, anunciou ontem o presidente da Assembleia Nacional, prolongando o impasse político que o país vive actualmente. “Temos de cancelar” a votação até a decisão do Tribunal Constitucional sobre o candidato à chefia do governo e vencedor das últimas eleições, Pita Limjaroenrat, disse Wan Muhamad Noor Matha aos jornalistas. Passados mais de dois meses após as eleições legislativas, a Tailândia ainda não tem um novo primeiro-ministro. O partido de Pita Limjaroenrat, o Avançar (MFP), venceu por ampla margem as eleições de 14 de maio​​​​​​​, mas a sua candidatura a primeiro-ministro foi rejeitada por duas vezes no Parlamento devido à oposição de senadores, nomeados pelo exército tailandês.

      O Tribunal Constitucional vai pronunciar-se sobre uma reclamação dirigida à Provedoria – responsável pela resolução de litígios relacionados com os serviços públicos – por apoiantes do MFP que contestam a legalidade da segunda rejeição da candidatura de Pita Limjaroenrat ​​​​​​​no Parlamento. “A Provedoria concordou em pedir ao Tribunal Constitucional que emita medidas temporárias para atrasar o processo de votação para primeiro-ministro até que o tribunal se pronuncie”, disse Keirov Kritteeranon, secretário-geral do gabinete da Provedoria. “Se realizarmos a sessão em 27 de Julho, antes da decisão do Tribunal, isso pode causar problemas”, disse o presidente da Assembleia Nacional. O Avançar venceu surpreendentemente a eleição de 14 de maio, com o apoio de jovens defensores de mudanças profundas na sociedade tailandesa. “Estou ciente do adiamento da sessão do Parlamento. Não há muito que eu possa fazer, exceto voltar a campo. (…) Os problemas das pessoas ainda existem”, declarou Pita Limjaroenrat ​​​​​​​aos jornalistas. Limjaroenrat​​​​​​​, de 42 anos, foi suspenso do mandato de deputado no mesmo dia da segunda tentativa de eleição para primeiro-ministro, devido a suspeitas de irregularidades durante a sua campanha eleitoral.

      O seu partido decidiu ceder ao seu principal parceiro dentro de sua coligação para indicar um novo candidato. Este partido, Pheu Thai, ficou em segundo lugar nas legislativas e inclui entre seus membros dois ex-primeiros-ministros depostos por golpes militares em 2006 e 2014.

       

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau