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      Quase nove mil manifestaram-se contra a estátua em Hac Sá. Deputado critica desrespeito do Governo

      A Associação da Sinergia de Macau entregou ontem de manhã ao Chefe do Executivo uma petição com 8.929 assinaturas, pedindo a suspensão da construção de uma estátua de Kun Iam na Barragem de Hac Sá e esclarecimento do projecto.

      O deputado Ron Lam, que lidera a Associação, destacou que, durante a recolha de assinaturas, alguns residentes expressaram preocupações por assinar a petição, ou pela tomada de posição ou pelo impacto na sua profissão, frisando que uma sociedade de boa governação não pode ter uma voz única, pois precisa também da participação dos cidadãos. Neste caso, o responsável espera através desta acção colectiva informar o público que todos têm o direito para fiscalizar o Governo.

      “Muitos nos disseram que sentem muita pressão pela assinatura. Após muitos incidentes que passaram em Macau, será então que todos sentem que o espaço para a liberdade de expressão em Macau, principalmente a fiscalização do Governo, se tornou mais estreita?”, questionou Ron Lam, que falou aos jornalistas à margem da entrega de petição.

      O legislador disse ainda que, mesmo depois de “uma série de incidentes em Hong Kong” e da pandemia, acredita que ainda há fiscalização do Executivo, por meio de expressão de opinião. “Não creio que já perdemos este espaço. O Governo tem de aprender com esta lição. O Governo deve aprender a ser humilde e ouvir a opinião pública”, assumiu.

      Apontando que no passado muitos já viram que “o Governo não respeita a opinião pública e não ouve a população”, Ron Lam realçou que muitos incidentes têm suscitado ressentimentos na sociedade. “Independentemente das pressões de várias fontes, quase nove mil assinaturas reflectem a forma racional dos cidadãos para informar o Governo, que precisa de submeter-se e aceitar a fiscalização dos cidadãos”.

      Ron Lam reiterou que é necessário as autoridades tenham auto-reflexão, mas também devem proceder a uma investigação abrangente sobre o orçamento para o projecto. “O Governo aumentou o orçamento de forma arbitrária, e ninguém da Assembleia Legislativa ou da sociedade sabia disso”, lamentou o deputado, notando que o Comissariado contra a Corrupção e o Comissariado da Auditoria devem tomar a iniciativa de exercer os seus poderes de investigação.