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      Governo irá formular novo quadro de estatísticas para avaliar o desenvolvimento das indústrias “1+4”

      Um novo quadro estatístico para a estrutura industrial “1+4” é necessário para o território, defendem as autoridades, de forma que possa ser acompanhado o desenvolvimento desses sectores, que são essenciais na estratégia de economia diversificada do Governo. A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais revelou que o Executivo está a analisar fazer uma melhor classificação das indústrias. 

       

      O Governo considera que a actual classificação da indústria “não é totalmente compatível” com o desenvolvimento das quatros indústrias emergentes de Macau, pelo que está a estudar o âmbito e a segmentação dos sectores para elaborar um novo quadro de estatísticas para a estrutura industrial “1+4”.

      Em resposta a uma interpelação do deputado Leong Sun Iok, citando a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) explicou que as autoridades estão a trabalhar para a codificação relacionada com a classificação das indústrias, uma vez que a conotação das quatro indústrias emergentes em Macau “envolve uma grande quantidade de subsectores e o conceito de interactividade”, o que não corresponde à classificação dos sectores e profissões de hoje em dia.

      A DSEC, nesse sentido, vai tomar como referência os padrões relevantes de classificação da indústria do Instituto Nacional de Estatística, o conteúdo do “Calibre Estatístico para o desenvolvimento de novas indústrias na promoção da diversificação moderada da economia de Macau na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong-Macau em Hengqin” e do “Catálogo da Indústria de Incentivo na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong-Macau em Hengqin”, bem como o plano detalhado para o desenvolvimento da diversificação adequada “1+4”, para avançar a formulação do quadro estatístico.

      “Após a implementação do quadro referido, a DSEC irá dar início aos trabalhos da recolha de dados e da formulação de indicadores estatísticos, com o objectivo de avaliar o desenvolvimento da nova estrutura industrial”, apontou.

      Recorde-se que o Governo de Macau faz uma aposta elevada na diversificação da economia, em vez da singularidade da indústria de jogos de fortuna e azar. As indústrias “1+4” são indústrias de turismo e lazer integrado, juntamente com a indústria de medicina tradicional chinesa e de ‘big health’, a indústria financeira moderna, a indústria de tecnologia de ponta e a reconversão e valorização das indústrias tradicionais, como também a indústria de convenções, exposições e comércio, e de cultura e desporto.

      O deputado Leong Sun Iok, além de solicitar uma actualização da classificação das indústrias, disse na sua interpelação que, com a mudança do modelo económico, muitas novas indústrias relacionadas com a economia digital e a economia das plataformas surgiram em Macau nos últimos anos, já que o novo modelo económico contribui para “criar muitos novos empregos, como os novos meios de comunicação social, o marketing em directo, as artes e a cultura, os influenciadores nas redes sociais (KOL, na sigla inglesa), e o marketing digital”.

      Quanto à nova morfologia do emprego em Macau, a DSAL afastou a possibilidade de que os trabalhadores inseridos nas novas formas de negócio não estejam protegidos pela legislação laboral. O organismo reitera que as relações de trabalho subordinado estão reguladas pela lei das relações de trabalho.

      A DSAL adiantou ainda que está a trabalhar para aumentar o reconhecimento das qualificações profissionais e certificações de competências técnicas dos trabalhadores, incluindo aqueles inseridos nas novas formas de negócio.

      “O organismo está a cooperar com as cidades da Grande Baía para expandir o reconhecimento de qualificações profissionais, como do comércio electrónico, novas tecnologias de construção e engenharia e segurança na nuvem”, destacou. Segundo a DSAL, desde o ano passado, um total de 186 pessoas participaram na formação na área de construção e no exame de ‘Autodesk Revit ACU‘, tendo 86 pessoas obtido as respectivas certificações.