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      InícioGrande ChinaRússia dá explicações à China sobre danos no consulado chinês em Odessa

      Rússia dá explicações à China sobre danos no consulado chinês em Odessa

      A Rússia deu explicações à China pelos danos provocados no Consulado Geral chinês em Odessa na sequência de um ataque russo na quarta-feira contra a infraestrutura da cidade portuária do sul da Ucrânia, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

       

      “Em relação à informação sobre os danos registados no Consulado geral da China em Odessa em 20 de Julho, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia forneceu à embaixada da China em Moscovo as explicações necessárias sobre o decurso da operação militar especial” na Ucrânia, assinalou a diplomacia em comunicado.

      O MNE russo indicou à embaixada chinesa que “todos os canais de comunicação funcionam sem problemas” entre a Rússia e a China e que foi decidido “prosseguir a estreita cooperação entre Moscovo e Pequim”.

      O ataque russo danificou a infraestrutura portuária de Odessa e diversos edifícios oficiais e habitações, para além do Consulado Geral da China.

      A Rússia afirmou que bombardeou em Odessa locais de produção e armazenamento de ‘drones’ navais em “represália” pelo ataque de segunda-feira contra a ponte de Kerch, que estabelece a ligação entre a Rússia continental e a Crimeia, território ucraniano anexado em 2014.

      As autoridades ucranianas denunciaram, na quinta-feira, que o consulado chinês na cidade sofreu danos na sequência de um ataque russo com mísseis e veículos aéreos não tripulados (‘drones’).

      O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês afirmou que não se registaram “vítimas” na sequência “das explosões” nas imediações do consulado do país em Odessa que “tinha sido evacuado há algum tempo”. Em comunicado, Pequim indicou que a onda de choque “despedaçou parte das paredes e janelas” do consulado. A mesma nota referiu que há “informações” que apontam para o Exército russo como responsável.

      Pequim recusou condenar a invasão da Ucrânia em fóruns internacionais, mas assegurou que não fornecerá armas para nenhum dos lados da guerra. A ofensiva militar russa em curso no território ucraniano, lançada a 24 de Fevereiro do ano passado, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

      Os aliados ocidentais da Ucrânia têm fornecido armas a Kiev e aprovado sucessivos pacotes de sanções contra interesses russos para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra.

       

      China promete aumentar importações de produtos ucranianos

       

      O vice-ministro chinês do Comércio, Ling Ji, disse ao seu homólogo ucraniano, Taras Kachka, que a China quer aumentar as suas importações da Ucrânia, informaram as autoridades de Pequim. Nesta que é a primeira visita de alto nível de uma autoridade ucraniana a Pequim, desde o início da invasão russa, Ling transmitiu a mensagem de que Pequim quer “trabalhar com Kiev para desenvolver ativamente a cooperação económica e comercial bilateral”, bem como “promover a parceria estratégica entre os dois países”.

      “A China está disposta a aumentar as importações de produtos de alta qualidade da Ucrânia”, acrescentou Ling durante a reunião, realizada na quinta-feira.

      Pelo seu lado, Kachka garantiu que Kiev espera “expandir as exportações de produtos agrícolas para a China”, numa promessa feita após uma reunião com representantes do Ministério da Agricultura em Pequim.

      Desde o início da invasão russa, a Ucrânia tentou, por meios diplomáticos, impedir a China de ajudar militarmente a Rússia e espera que Pequim use a sua influência sobre o Kremlin para conseguir uma redução nos ataques russos contra a Ucrânia. Da mesma forma, as negociações também acontecem depois de a Rússia ter abandonado, na segunda-feira, o acordo pelo qual se havia comprometido a não atacar navios que exportam cereais ucranianos pelo Mar Negro.

       

      Forças navais da China e Rússia destroem mina flutuante em exercícios conjuntos

       

      As forças navais da China e da Rússia destruíram o exemplar de uma mina flutuante e repeliram um ataque aéreo simulado, durante exercícios navais conjuntos no Mar do Japão, informou o ministério da Defesa russo. A mesma nota informou que os navios dos dois países realizaram exercícios de telecomunicações. A Rússia, que foi representada nos exercícios pelos caçadores de submarinos Admiral Tributs e Admiral Panteleyev e pelas fragatas Gromkiy e Otlichnyy, realizou treinos de tiro, contra um alvo de superfície, com peças de artilharia. A esquadra russa é comandada pelo contra-almirante Valeri Kazakov, comandante da flotilha Primorye, que faz parte da Frota do Pacífico. Quatro navios de guerra e um navio de apoio da Marinha do Exército de Libertação Popular, as Forças Armadas da China, participaram nos exercícios do lado chinês, incluindo os contratorpedeiros Qiqihar e Guiyang, as fragatas de mísseis guiados Zaozhuang e Rizhao e o navio de abastecimento Taihu.

       

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau