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      Base de dados de língua gestual para Macau está para breve, diz presidente do IAS  

      Referindo-se às necessidades de apoio aos residentes com dificuldades auditivas, o deputado Ngan Iek Hang relembra que não há intérpretes de língua gestual suficientes no território, e que ainda está por concluir a base de dados do léxico de língua gestual em Macau. O presidente do Instituto de Acção Social garantiu ao deputado que após a pausa da epidemia, os trabalhos recomeçaram, e que a plataforma de acesso gratuito será lançada na Internet em breve. Para além disso, os portadores de deficiência auditiva que reúnam condições têm aparelhos auditivos assegurados através do programa de apoio subsidiado.

       

      Ngan Iek Hang quer saber em que ponto estão os recursos de apoio aos residentes com dificuldades auditivas. Em interpelação ao Governo, o deputado ligado à União Geral das Associações dos Moradores de Macau (“Kai Fong”) diz que há cada vez mais pessoas a precisarem de apoio, e que o número actual de intérpretes e serviços de língua gestual “não consegue satisfazer totalmente as necessidades” deste segmento da população.

      Segundo os últimos dados de Março avançados pelo Instituto de Acção Social (IAS), em Macau existem 4.598 portadores de deficiência auditiva, que representam cerca de 28,42 por cento do total de residentes com necessidades especiais. Ngan Iek Hang defende que estes precisam de mais apoios, desde subsídios à compra de equipamentos, a outras medidas que considera estarem desactualizadas ou pendentes.

      Uma delas é a situação da base de dados de língua gestual para Macau. Acusando a actual base de dados existente na Internet de ser “constituída por uma série de vídeos dispersos”, este quis saber quando é que as autoridades vão criar um software que facilite a aprendizagem e consulta de língua gestual, sugerindo ainda que no futuro se deveria recorrer a ‘chatbots’ e incorporar as novas ferramentas da inteligência artificial (IA) e dos megadados no “desenvolvimento de programas de reconhecimento de língua gestual, e para sua tradução e ensino”. Na sua perspectiva, esta poderia ainda ser uma forma de colmatar, a longo prazo, a falta de intérpretes de língua gestual em Macau.

      O presidente do IAS retorquiu que, de facto, havia um plano de desenvolvimento da base de dados lexical da língua gestual, mas a implementação foi adiada “devido ao impacto da pandemia”. Hon Wai garantiu, no entanto, que “o IAS tem-se empenhado activamente em dar seguimento ao referido plano, que posteriormente será oficialmente lançado”, diz, num formato de “plataforma com acesso gratuito aos residentes de Macau e às pessoas interessadas”. Quanto à sugestão de incorporar a tecnologia de IA, o representante das autoridades prometeu que se vão começar a pesquisar e fazer estudos “de forma progressiva e ordeira”, mas que antes é necessário concluir a primeira etapa da base de dados.

      Quanto aos equipamentos, o presidente do IAS recorda que existe desde 2021 o “plano piloto de apoio financeiro para a aquisição de equipamentos auxiliares e equipamentos domésticos especiais para deficientes”. Defendendo que as pessoas que reúnam as condições para o plano se podem continuar a candidatar, o responsável referiu que desde que foi criado o plano que tem ajudado 55 pessoas, sendo que 60% destas têm necessidades auditivas. O plano subsidiou “mais de 80 unidades, sendo os aparelhos auditivos e as cadeiras de roda eléctricas os mais solicitados”, recordou Hon Wai. Quanto ao futuro, e as necessidades dos portadores de deficiência auditiva, o representante do IAS diz que “irá aguardar pela conclusão deste plano para poder sintetizar a experiência e poder ponderar as futuras necessidades de desenvolvimento consoante a situação”.

      Na sua interpelação o deputado dos “Kai Fong” fez referência ainda a queixas de alguns portadores de deficiência auditiva, que dizem que “não há critérios uniformizados” para a avaliação da capacidade auditiva dos interessados aquando da obtenção da carta de condução, e que, concretamente, existem alguns exames de acuidade auditiva em que se “bate palmas e se grita atrás das costas, o que não é científico, além de provocar mal-estar ao interessado”. Sobre esta sórdida e caricata acusação, o responsável do IAS não se pronunciou, mas assegurou ao deputado que “no que diz respeito à acuidade auditiva, no ‘Regulamento do Trânsito Rodoviário’, onde se estipula as ‘tolerâncias específicas, consoante a classe do veículo e o tipo de condução que o examinando pretende praticar’, especificam-se os métodos de exame auditivo e os critérios de avaliação”, sustenta.