Edição do dia

Terça-feira, 25 de Junho, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
chuva moderada
34.3 ° C
34.3 °
34.3 °
77 %
6.1kmh
90 %
Ter
34 °
Qua
30 °
Qui
30 °
Sex
30 °
Sáb
30 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioSociedadeVogais do CPU preocupados com futuros problemas de tráfego na Zona A...

      Vogais do CPU preocupados com futuros problemas de tráfego na Zona A  

       

      O projecto do Plano de Pormenor da Unidade Operativa de Planeamento e Gestão Este-2, ou seja, a Zona A dos Novos Aterros, está na fase de análise de opiniões e da elaboração do relatório final. Foram recebidos no Conselho do Planeamento Urbanístico pareceres de 11 vogais, cuja maioria está atenta ao planeamento de trânsito, alertando para problemas de sobrecarga de tráfego, sobretudo na sua ligação à Península de Macau, depois da entrada de habitantes na zona.

       

      Vários vogais do Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU) manifestaram preocupações sobre o planeamento de trânsito e transporte da Zona A dos Novos Aterros, estimando que o problema de congestionamento na referida zona e nas áreas adjacentes de ligação à zona agrave-se no futuro próximo, nomeadamente nas horas de ponta de deslocação.

      O CPU recebeu na semana passada 11 pareceres dos membros sobre o Projecto do Plano de Pormenor da Unidade Operativa de Planeamento e Gestão (UOPG) Este-2, que se refere à Ilha da Zona A dos Novos Aterros.

      André Liu alertou para as ligações insuficientes entre a Zona A e a Península de Macau, o que não responde às necessidades de deslocação dos residentes. De acordo com o arquitecto, na Zona A, além dos terrenos de finalidades residenciais, será também construído um bairro de escolas e instalações culturais icónicas, que visam atrair pessoas de fora da zona para visitar e utilizar as mesmas, aumentando consequentemente o tráfego.

      “No entanto, existem apenas três pontos principais de ligação rodoviária entre a Este-2 e a Península de Macau, sendo estes pontos originalmente importantes cruzamentos de tráfego no lado nordeste da península. No futuro, juntamente com o trânsito para a zona Este-2, causará muito provavelmente congestionamento durante a hora de ponta, e isso também afectará a rede rodoviária ao redor”, destacou.

      O arquitecto lembrou que a via dirigida do Reservatório à Pérola Oriental é uma estrada principal da cidade e que liga também à Ponte da Amizade, tendo apresentado ao longo do tempo engarrafamentos durante os horários de pico. Nesse sentido, a situação do trânsito da Zona A será “preocupante”, indicou.

      Para o transporte dentro da Zona A, André Liu apontou que, segundo o planeamento preliminar, o tráfego principal de veículos concentra-se na estrada da parte leste da zona, onde haverá “trabalho pesado”, dado que lidará com os veículos que circulam de e para a quarta Ponte Macau–Taipa, bem como os veículos de e para a ilha artificial do Posto Fronteiriço da Ponte do Delta.

      André Liu sugeriu que, do planeamento a longo prazo, estender a rede do Metro Ligeiro até ao Posto Fronteiriço da Ponte do Delta será “um plano prospectivo” para aliviar o trânsito. Além disso, o projecto de planeamento tinha proposto a criação de um corredor, de carácter turístico, entre as Zonas A e B, ligando a Zona A à Avenida Dr. Sun Yat-Sen, perto do Centro Cultural e do Centro da Ciência de Macau.

      “Haverá necessidade de passagem nas zonas AB, não para fins turísticos, mas sim para resolver o problema de ligação entre a zona Este-2 e o lado leste da Península. Proponho a criação de um túnel submarino, para reduzir o impacto na visão da navegação dos barcos no Porto Exterior e do corredor visual paisagístico do Farol da Guia”, assinalou o especialista em património arquitectónico.

      Por sua vez, o vogal Lou Chon U também realçou o problema de trânsito, e disse que a população residencial prevista para a Zona A é de 96 mil pessoas. Sendo assim, a viagem dentro da zona ou para fora da zona vai trazer uma grande carga de tráfego. O responsável propõe ainda construir um terminal marítimo, quer para facilitar a viagem dos residentes, quer para aumentar os elementos turísticos do território.

      A rede de transporte é igualmente uma preocupação do arquitecto Si Kun Hong, que prevê que a Zona A seja um importante eixo de transportes de Macau no futuro, pelo que “o bom proveito da rede rodoviária para desviar as multidões torna-se a chave do planeamento”.

      Na opinião do vogal, a UOPG Este-2 terá uma alta densidade populacional, com terrenos principalmente residenciais, e assim deve assumir uma grande pressão sobre o transporte. “A fim de aliviar o previsível congestionamento e melhorar a capacidade de tráfego rodoviário, recomenda-se tomar como referência Ponte Roosevelt de Washington D.C., e a Ponte Golden Gate de São Francisco, dos Estados Unidos, para abrir faixas reversíveis nos horários de pico, de forma a controlar a direcção rodoviária das estradas principais”, salientou o arquitecto.

      Outros vogais, como Chang Un Weng, U Leong Hou, também pediram às autoridades que procedam aos planos de curto e longo prazo para fazer resposta à pressão de trânsito, como alargar a rede de transporte público e utilizar tecnologia para monitorizar a situação rodoviária.

      Recorde-se que o Executivo convocou duas reuniões do CPU para discussão do projecto do Plano de Pormenor da UOPG Este-2, sendo que os Serviços de Solos e Construção Urbana vão elaborar um relatório final juntamente com os pareceres da população e dos vogais, para submeter ao Chefe do Executivo. Caso não haja grandes alterações do projecto, o Executivo deve formular posteriormente os regulamentos administrativos, para que seja aprovado ainda este ano.