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      Taxa de crescimento do PIB pode ser superior a 100% no segundo trimestre, diz estudo  

      Um estudo conduzido pela Associação Económica de Macau revela que os indicadores de prosperidade continuam estáveis e positivos, e estima que a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) seja perto de 110% no segundo trimestre. No entanto, nota-se que a taxa elevada prevista também se deve à base muito baixa do PIB registada no ano passado durante a pandemia. Segundo a análise, a economia de Macau está numa fase de retoma acelerada, mas ligeiramente abaixo do esperado.

       

      O índice de prosperidade de Macau vai continuar a escalar nos próximos três meses e, sob o efeito da base de cálculo baixa do ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) de Macau no segundo trimestre poderá registar uma taxa de crescimento bastante elevada, esperando-se que a taxa seja de cerca de 110%. As previsões foram feitas pela Associação Económica de Macau, presidida pelo antigo deputado da Assembleia Legislativa, Joey Lao.

      O economista prevê ainda que a percentagem de crescimento do PIB no primeiro semestre do ano seja de aproximadamente 70%, em relação ao ano passado. Apesar de a taxa de crescimento ser alta em números, Joey Lao recordou que o PIB de 2022 foi reduzido por causa dos impactos epidémicos, o que resultará numa comparação muito distinta do PIB, e assim a recuperação global deste ano deverá ser apenas de 65% do valor médio dos três anos anteriores à pandemia, ou seja, entre 2017 e 2019.

      Neste aspecto, o ex-deputado assinalou, entretanto, que a taxa de crescimento no PIB pode não reflectir completamente e precisamente o desempenho da economia como um todo, ou seja, de todos os sectores, uma vez que a estrutura industrial de Macau é “especial” e tem se verificado um desequilíbrio entre o desenvolvimento das empresas de jogo e das Pequenas e Médias Empresas na comunidade.

      De acordo com a análise divulgada na passada sexta-feira, o desempenho da economia de Macau dos últimos dois meses manteve-se estável e positiva, sendo que os indicadores como a ocupação hoteleira, população empregada e a taxa de desemprego continuam a ser optimistas. “Vários dados reflectem que o turismo local e as indústrias relacionadas ainda estão em fase de rápida recuperação”, referiu.

      A Associação destacou, no entanto, que os resultados da recuperação foram “um pouco abaixo do esperado”. “O número total de turistas recebidos em Maio foi de 2,21 milhões de pessoas, embora tenha sido um aumento de cerca de 3,7 vezes face ao mesmo período do ano passado, todavia, caiu 2,6% em relação ao mês anterior, o que foi aquém das expectativas”, assinalou o estudo, prosseguindo que a massa monetária M2, enquanto um indicador antecedente da conjuntura económica, registou uma quebra ligeira de 1,3% em termos mensais, mesmo que esteja numa tendência de crescimento durante seis meses consecutivos.

      “Impulsionada pelo regresso dos turistas a Macau, a média diária das receitas brutas do jogo em Maio e Junho subiu para 502 milhões e 507 milhões, respectivamente, voltando a 60% e 64% do nível mensal em 2019”, frisou a análise. Acrescentou também que as receitas do jogo do primeiro semestre foram de cerca de 80 mil milhões de patacas, tendo atingido 60% da meta das receitas brutas de jogo estabelecida pelo Governo para este ano.

      Joey Lao afirmou assim que a recuperação económica do território está relativamente bem em comparação com a “instabilidade na economia externa”. O economista apontou que a situação internacional complexa ainda apresenta alguma incerteza e o ritmo da recuperação “não é ideal”, recordando que a guerra entre a Ucrânia e a Rússia já durou mais de 500 dias.

      Em Macau, com a aproximação das férias de Verão, quando o turismo costuma ser forte, Joey Lao prevê que a prosperidade do mercado de turismo e lazer faça aumentar a confiança dos consumidores locais e trazer um crescimento estável. Segundo o mesmo, a desvalorização recente de renminbi também pode reduzir a pressão sobre os preços de produtos importados do interior da China, o que vai aumentar ao mesmo tempo a competitividade das lojas locais.