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      Investimentos da Reserva Financeira no primeiro semestre voltam a dar lucro  

      A Autoridade Monetária de Macau está a manter uma estratégia de investimento defensiva devido ao actual ambiente complexo do mercado. Segundo o organismo, nos primeiros seis meses deste ano foram registados 11,55 mil milhões de patacas de lucros nos investimentos da Reserva Financeira. No ano passado, estes investimentos tinham registado perdas de 20,75 mil milhões de patacas. Já o Fundo de Segurança Social também deixou de perder dinheiro no seu investimento e recuperou 3,6 mil milhões de patacas até Abril.

       

      Os investimentos da Reserva Financeira de Macau registaram, no primeiro semestre do ano, lucros de 11,55 mil milhões de patacas, ao contrário das perdas elevadas do ano passado, de 20,75 mil milhões de patacas, revelou a Autoridade Monetária de Macau (AMCM).

      Sublinhando que o ambiente do mercado durante este ano está “assente em complexidades e mudanças constantes”, a AMCM disse que a Reserva Financeira vai continuar a manter uma estratégia de investimento defensiva, centrada na segurança e liquidez, alocando uma elevada proporção de activos de baixo risco e com retornos estáveis.

      Em resposta a uma interpelação escrita enviada pela deputada Ella Lei relativamente aos investimentos do Governo da RAEM, a AMCM assegurou que está a acompanhar de perto a evolução da economia mundial e dos mercados financeiros, e ajusta “de forma dinâmica” a afectação de diversos tipos de activos de acordo com os pareceres do Conselho Consultivo da Reserva Financeira e das sociedades de gestão de activos contratadas externamente.

      O organismo pode implementar ainda o mecanismo de “hedge” nas áreas de activos de risco consoante as condições de mercado, com vista a evitar perdas contabilísticas a curto prazo.

      A deputada tinha questionado a fiscalização sobre a gestão e o desempenho dos investimentos da Reserva Financeira da RAEM, tendo em conta as perdas elevadas registadas nos investimentos em acções e obrigações em 2022, bem como a baixa rentabilidade anual de -3,4%, devido principalmente à crise geopolítica e à pandemia.

      Chan Sau San, presidente do Conselho de Administração da AMCM, destacou na resposta que os investimentos dos activos de risco da Reserva Financeira são administrados por sociedades gestoras externas, que possuem experiências de mercado e recursos adequados. A AMCM estabeleceu há alguns anos directrizes de investimento e padrões de retorno com essas sociedades. “Quando o retorno de uma sociedade for inferior ao padrão, o organismo exigirá uma análise detalhada e sugestões de melhorias. Se o seu desempenho ainda estiver abaixo do padrão dentro de um determinado período de monitorização, uma parte do valor do investimento será retirado ou o contrato de gestão relevante será rescindido”, afirmou.

      Além dos investimentos da Reserva Financeira, o Executivo também fechou o ano financeiro de 2022 com prejuízo nas aplicações financeiras intercalares dos organismos especiais, nomeadamente o Fundo de Pensões e o Fundo de Segurança Social, com perdas de 1,91 mil milhões e 7,63 mil milhões de patacas, respectivamente.

      A AMCM, neste caso, sustentou que a situação de investimento de longo prazo da carteira do Fundo de Pensões “ainda está estável”, dado que a sua carteira de investimentos internacionais resultou, desde a sua constituição até ao final do ano passado, numa rentabilidade anual de 5,3%, apesar das “flutuações nas condições do mercado global em 2022”.

      Já o Fundo de Segurança Social realçou que, embora tenha registado prejuízos no investimento no ano transacto, o retorno global do investimento do Fundo nos primeiros quatro meses do ano foi superior aos 3,6 mil milhões de patacas. O retorno global acumulado nos últimos cinco anos atingiu 10,8 mil milhões de patacas.

      “Considerando o actual ambiente de investimentos, acredita-se que seja necessário optimizar ainda mais a proporção de alocação de activos e planeia aumentar a proporção de depósitos em dinheiro neste ano para tornar os activos mais estáveis”, observou.

      O Fundo de Segurança Social admitiu ainda que vai começar a investir no mercado de obrigações do interior da China de acordo com as opiniões de consultores de investimento do Fundo, com objectivo de tornar a carteira de acções global “mais diversificada” e “dividir os riscos de investimento”.