Edição do dia

Sábado, 22 de Junho, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
30.9 ° C
31.9 °
30.9 °
79 %
4.1kmh
40 %
Sáb
31 °
Dom
30 °
Seg
30 °
Ter
30 °
Qua
30 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioGrande ChinaChina pede aos EUA que sejam “racionais” e “pragmáticos” para melhorar relações

      China pede aos EUA que sejam “racionais” e “pragmáticos” para melhorar relações

      O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, pediu ao secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, que Washington actue de forma “racional” e “pragmática”, para melhorar as relações com Pequim.

       

      Wang Yi e Antony Blinken marcaram presença em Jacarta para participar num encontro entre os ministros dos Negócios Estrangeiros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que reúne 10 países, e parceiros externos.

      O director do Gabinete da Comissão para as Relações Externas do Partido Comunista da China exortou os Estados Unidos a não interferirem nos assuntos internos da China, numa referência a Taiwan, e a deixarem de atacar a China nas áreas de economia, comércio ou tecnologia, através da imposição de “sanções ilegais”.

      Em comunicado, Wang Yi explicou que a reunião foi realizada a pedido dos EUA e que ambos os lados concordaram que foi honesta, pragmática e construtiva.

      Entre as principais questões de atrito, destaca-se a ilha autónoma de Taiwan, que a China reivindica como parte do seu território, a ser reunificada, através da força, caso seja necessário.

      A China aumentou a escala e frequência dos exercícios militares próximo de Taiwan e assumiu maior assertividade nas suas reivindicações territoriais no Mar do Sul da China, enquanto os Estados Unidos colocaram barreiras ao acesso de Pequim a ‘chips’ semicondutores, componentes essenciais no fabrico de alta tecnologia.

      A reunião aconteceu dois dias depois de a Microsoft ter denunciado um ataque a partir de um computador alegadamente localizado na China contra a correspondência eletrónica de várias agências estatais dos EUA.

      As negociações em Jacarta acontecem quase um mês depois de Blinken se ter deslocado a Pequim, a primeira visita do principal diplomata dos EUA em quase cinco anos.

      Blinken reuniu-se com o Presidente chinês, Xi Jinping, com o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Qin Gang. A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, também esteve em Pequim, na semana passada, visando melhorar as relações.

      A guerra na Ucrânia, a crise no Myanmar, a ameaça nuclear da Coreia do Norte e as disputas territoriais pela soberania do Mar do Sul da China, entre Pequim e vários países vizinhos, são algumas das questões que foram debatidas na reunião da ASEAN. Wang e Blinken, bem como os altos representantes estrangeiros da União Europeia e de países como a Rússia, Índia, Japão, Coreia do Sul e Austrália, entre outros, participaram também em reuniões multilaterais.

       

      China pede à União Europeia para clarificar posição sobre relação com Pequim

       

      O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, instou a União Europeia a esclarecer a sua posição sobre as relações com a China, numa reunião com o responsável da política externa da UE. “A UE deve (…) esclarecer a sua posição na parceria estratégica entre ambos os lados e incentivar as relações China-UE para que avancem”, disse Wang a Josep Borrell num encontro à margem da reunião dos países do Sudeste Asiático, realizada em Jacarta, na sexta-feira, segundo um comunicado da diplomacia chinesa divulgado. E prosseguiu: “Não se deve hesitar e muito menos encorajar palavras e acções para voltar atrás”. “Não há conflito de interesses fundamentais entre a China e a UE”, acrescentou Wang, a principal autoridade de relações externas do Partido Comunista Chinês, um cargo que é mais importante do que o de ministro dos Negócios Estrangeiros.

      Estas declarações por parte da China surgem depois de Berlim ter revelado na quinta-feira a sua nova estratégia de emancipação em relação à China, com o objectivo de “atenuar os riscos, sem cortar os laços” com Pequim. A China advertiu imediatamente a Alemanha contra qualquer atitude suscetível de “prejudicar a cooperação e a confiança mútua”.

      Esta nova estratégia alemã surge num contexto de preocupações crescentes na Europa e nos Estados Unidos sobre as ambições da China. Mas, enquanto alguns Estados-membros da UE temem hostilizar Pequim e desencadear uma guerra comercial, outros defendem uma maior proteção.

      Bruxelas quer definir a sua própria abordagem em relação a Pequim, para encontrar um equilíbrio entre o receio de uma dependência excessiva e o desejo de manter laços fortes com a segunda maior economia do mundo.

      Em 4 de Julho, a China cancelou uma visita do chefe da diplomacia europeia a Pequim, prevista para a semana seguinte. Um dos assuntos que causa maior tensão com Pequim tem a ver com a ambiguidade da posição da China em relação à invasão da Ucrânia pela Rússia.

      Para reduzir a dependência económica da União Europeia em relação a Pequim, a Comissão Europeia apresentou no final de Junho uma estratégia para responder com mais firmeza aos riscos para a segurança económica europeia. Lusa

       

       

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau