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      InícioCulturaConcerto experimental ao vivo desconstrói instrumentos musicais e objectos do quotidiano

      Concerto experimental ao vivo desconstrói instrumentos musicais e objectos do quotidiano

       

      Um novo colectivo de músicos do território estreia o seu projecto electro-acústico mais logo à noite na galeria de arte At Light, nas traseiras do antigo palácio do governador. Os recém-criados Guelta Zemmur vão pegar em objectos do dia-a-dia de uma forma musical, e recorrer a instrumentos tradicionais como guitarras ou sintetizadores, para os usar de uma forma não tradicional, e assim criar uma experiência musical que dispensa catalogações.

       

      Guelta Zemmur, projecto musical experimental que funde sonoridades acústicas com electrónica, toca mais logo às 20h na galeria At Light, no pátio do Padre Narciso, em São Lourenço. Com a organização da MyLand Culture, dinamizadora do espaço nas traseiras do antigo palácio do governador, e o apoio da MakMak Store e da None of Your Business, o concerto será uma estreia do recém-criado grupo de músicos do território.

      Ao PONTO FINAL, Rui Farinha Simões, da promotora de eventos None of Your Business, explicou que os Guelta Zemmur “tocam um conjunto de instrumentos musicais pouco usuais. Portanto, no fundo, apropriam alguns objectos do dia-a-dia de uma forma musical e, ao mesmo tempo, aproveitam instrumentos tradicionais para os usar de uma forma não tradicional, como guitarras, sintetizadores”. Acrescentando que o projecto também terá voz, Rui Farinha Simões indicou que os músicos são de Macau, e é a primeira vez que se apresentam em concerto ao vivo, na sequência de um “projecto que surgiu há cerca de três ou quatro meses”.

      Quando questionado sobre a escolha do espaço o representante da empresa None of Your Business, esclareceu que a At Light “é uma galeria de arte que está a ser aproveitada por pessoas amigas. Eu já lá tinha visto uns concertos antes e gostei do ambiente, da localização do sítio, e em Macau também não há muita escolha… as representantes da MyLand Culture foram muito simpáticas, gostaram da nossa proposta sobre a banda, e aceitaram e têm dado um apoio tremendo”, confessou, adiantando que como o local é uma galeria de arte, não é um sítio muito formal, o convite é também descontraído, com as portas a abrirem às 19h30 e o concerto em si a começar por volta das 20h. “As pessoas podem aparecer, ver o espectáculo e apreciar as vistas”.

      A música em si é também um processo informal, que se vai construído em formato improvisado. “É música experimental, improvisada, com instrumentos electro-acústicos, e atonal”, revelou Rui Farinha Simões. Projectos para o futuro, para já, não há. “Ainda não está nada combinado, vamos ver o que é que o futuro traz, ver qual é a reacção do público, a reacção da banda, se acham que faz sentido continuar, só depois se vai saber”. O PONTO FINAL quis também obter uma explicação para a escolha do nome da banda, que é também o nome de uma pequena povoação marroquina, mas Rui Farinha Simões não quis quebrar a aura de mistério: “quem quiser saber mais tem de ir lá ver, não se pode dizer tudo. Tem de se guardar algum mistério”, brincou.