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      InícioGrande ChinaChina e Ilhas Salomão assinam acordo de cooperação em assuntos de segurança

      China e Ilhas Salomão assinam acordo de cooperação em assuntos de segurança

      As Ilhas Salomão assinaram ontem um acordo com a China para aumentar a cooperação em “assuntos de segurança e aplicação da lei”, suscitando preocupações entre os parceiros tradicionais da ilha, incluindo Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos.

       

      O acordo, cujos detalhes não foram divulgados imediatamente, consta de uma declaração conjunta divulgada ontem, após uma reunião realizada na segunda-feira, em Pequim, entre o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, e o homólogo das Ilhas Salomão, Manasseh Sogavare.

      Como parte dos esforços para construir uma “parceria estratégica abrangente”, os dois lados concordaram em “melhorar a cooperação em questões de segurança e aplicação da lei”, lê-se no comunicado, citado pela imprensa chinesa.

      Localizadas a 2.000 quilómetros a nordeste da Austrália, as Ilhas Salomão representam o maior sucesso da China na sua campanha para expandir a presença no Pacífico Sul.

      O governo de Sogavare rompeu em 2019 as relações diplomáticas com Taiwan, a democracia insular autogovernada que a China reivindica como parte do seu território, e estabeleceu relações com Pequim.

      A China e as Ilhas Salomão assinaram um acordo de segurança em 2022 que suscitou preocupações na Austrália e nos Estados Unidos, sobre a possibilidade de o tratado permitir a construção de uma base militar chinesa no país, uma possibilidade negada por Honiara.

      A China já treinou agentes da polícia das Salomão e doou armas e equipamento de controlo de distúrbios, como veículos com canhões de água.

      Com 700.000 pessoas, as Salomão são compostas por seis ilhas principais e cerca de 900 ilhas menores. O território passou por períodos de tensão étnica, durante os quais Austrália, Nova Zelândia e outras nações insulares do Pacífico enviaram forças para ajudar a restaurar a ordem.

      Após a aproximação de Sogavare a Pequim, os EUA comprometeram-se a reabrir uma embaixada em Honiara e os países aliados aumentaram o envolvimento com a região como um todo.

      Biden convocou uma cimeira de líderes das Ilhas do Pacífico em setembro para revelar uma estratégia que inclui a cooperação em questões de alterações climáticas, segurança marítima e prevenção da pesca predatória.

      O governo norte-americano também prometeu doar 810 milhões de dólares às nações insulares do Pacífico na próxima década, incluindo 130 milhões para lidarem com os efeitos das alterações climáticas.

      Sogavare também reuniu com o Presidente chinês, Xi Jinping, na segunda-feira, e a declaração conjunta incluiu uma referência à cooperação de “alta qualidade” sob o projeto “Faixa e Rota”, que visa construir portos, rodovias, e outras infraestruturas financiadas por empréstimos chineses.

      As Ilhas Salomão já garantiram um empréstimo de 66 milhões dólares do Banco de Exportação e Importação da China para erguer 161 torres móveis construídas e administradas pela gigante chinesa das telecomunicações Huawei.

      Em 2018, as Salomão concederam à Huawei um contrato para uma rede subaquática de cabos de telecomunicações, financiada em conjunto pela Austrália. A China também está a construir instalações para as ilhas sediarem os Jogos das Ilhas do Pacífico de 2023.

      Na declaração conjunta, as Ilhas Salomão afirmaram que se opunham à independência de Taiwan e apoiavam as posições da China em Hong Kong, Xinjiang, Tibete e outras áreas onde Pequim é criticada por alegadas violações dos Direitos Humanos.

      A declaração também instou os países a “lidar com prudência em questões como a descarga de água contaminada e a cooperação em submarinos nucleares”. Isso foi uma referência ao plano do Japão de libertar águas residuais tratadas, mas ainda levemente radioativas, no mar, que a China criticou fortemente, bem como ao acordo do governo norte-americano, com a Austrália e o Reino Unido, para fornecer os primeiros submarinos movidos a energia nuclear à Austrália.

       

       

      CAIXA

       

      Xi Jinping compromete-se a contribuir para a estabilidade nas Ilhas Salomão

       

      O Presidente chinês, Xi Jinping, garantiu ontem ao primeiro-ministro das Ilhas Salomão, Manasseh Sogavare, que a China vai contribuir para a “estabilidade de longo prazo” e o desenvolvimento daquele país insular, durante um encontro em Pequim. Xi disse a Sogavare que a China e as Ilhas Salomão são “amigos de confiança” e que o estabelecimento de relações entre os dois países, formalizado em 2019, depois de Honiara romper relações com Taiwan, foi uma “decisão correta no interesse de ambos”. O Presidente chinês disse que Pequim espera “reforçar a cooperação” com as Ilhas Salomão, visando “manter a paz e a estabilidade” na região da Ásia-Pacífico. “A China respeita plenamente a soberania, a independência, a vontade, as tradições culturais e a unidade dos países insulares do Pacífico”, disse Xi, acrescentando que o seu país está disposto a “fortalecer a cooperação” com estas nações em áreas como as alterações climáticas, serviços meteorológicos e a prevenção de desastres naturais.

       

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau