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      Falta de táxis e voos está a restringir turismo internacional, admite DST  

      Complicações em chamar táxis, ligações aéreas insuficientes, falta de pilotos e de pessoal no aeroporto, trânsito lento ao fim de semana. Estes problemas estão a impedir que mais turistas internacionais possam vir visitar Macau em boas condições, admite Maria Helena de Senna Fernandes. Reconhecendo que ainda vai demorar algum tempo até que se consiga resolver estas questões, a directora dos Serviços de Turismo está, apesar de tudo, satisfeita com o fluxo de visitantes, com 90% dos quartos já reservados para o Verão.

       

      A inexistência de voos internacionais suficientes, e de um funcionamento eficaz dos táxis em Macau, estão a afectar a experiência e o fluxo de turistas ao território, admite Maria Helena de Senna Fernandes. Em declarações ontem ao canal televisivo da TDM, a dirigente da Direcção dos Serviços de Turismo (DST) reconheceu que “o volume de tráfego na cidade está sob grande pressão”, com um aumento da circulação de veículos ao fim de semana, altura em que “muitos turistas apanham o autocarro dourado que liga Macau a Hong Kong”. Para além dos problemas de trânsito, os turistas estão também insatisfeitos com o serviço de táxis: “Há dificuldade em encontrar e telefonar para táxis em certas zonas”, admitiu, uma dificuldade que não tem uma solução imediata à vista. “São problemas que demoram o seu tempo a resolver”, reconhece Maria Helena de Senna Fernandes, opinião que também já tinha sido expressa pelo presidente da Associação de Mútuo Auxílio de Condutores de Táxi de Macau no princípio do ano.

      Tony Kuok Leong Son previa que o sector dos táxis fosse precisar de pelo menos meio ano para ajustar a situação de operação dos táxis. Na altura, numa entrevista à Rádio e Televisão de Hong Kong, o responsável alertou para o facto de o levantamento das restrições antiepidémicas ter sido “muito rápido”, e que a pressa de abertura colocou pressão no funcionamento do sector. Recorde-se que segundo dados da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego, existem actualmente 1.691 alvarás de táxis válidos em Macau, um número que continua a decrescer continuamente desde 2020, altura em que havia quase mais 100 táxis do que há agora.

      Entretanto, o trânsito aéreo também é problemático, e está a impedir que mais visitantes internacionais viajem até Macau. “O número de voos é outro problema”, confessou Maria Helena de Senna Fernandes. “Ainda não recuperámos o número de voos que entram e saem da cidade, outra questão que também só se resolve com o tempo, e que está directamente ligada ao crescimento de turistas internacionais”, admite.

      Referindo-se à actual falta de pilotos e de funcionários da tripulação, assim como de funcionários do aeroporto, a responsável da DST confessa que “esta falta de recursos humanos constitui outro obstáculo” ao turismo. Peritos da área do jogo também já referiram que os mesmos problemas – a falta de voos internacionais e de táxis – são factores de dissuasão para muitos jogadores.

      Num esforço de dinamizar as ligações aéreas, a directora da DST divulgou na mesma entrevista à TDM que está a ser implementada uma ligação aérea com a Indonésia, e que no fim do mês vários operadores de turismo daquele país vão vir a Macau para “estudar essa possibilidade”. “As nossas companhias aéreas estão muito interessadas no mercado da Indonésia. Esperamos um trabalho progressivo e que a ligação aérea entre Macau e Indonésia esteja disponível mais tarde”. Em Junho, a Companhia do Aeroporto Internacional de Macau (CAM) anunciou que várias companhias aéreas iriam retomar os voos de Macau para vários destinos nas Filipinas, Coreia do Sul, Taiwan e China continental a partir do final desse mês. A Air Macau também revelou planos para aumentar a frequência dos seus voos para destinos populares na Ásia durante os meses de Verão, como o Japão, Coreia do Sul, Singapura, Tailândia, Vietname e Taiwan.

      Apesar dos entraves, a cidade continua a atrair turistas, com mais de 90% dos hotéis já reservados para o Verão. Segundo Maria Helena de Senna Fernandes, os hotéis estão a preparar-se para disponibilizar mais 5 mil quartos, que estavam fechados por não haver mão de obra suficiente. A responsável dos Serviços de Turismo diz que as operadoras já contrataram mais pessoal, e que a maioria dos 40 mil quartos da cidade vão estar em operação durante o Verão.

      Na mesma entrevista a TDM, a responsável da DST indicou ainda que em Agosto, Macau vai ter excursões de barco a Zhuhai com desportos aquáticos de modo a impulsionar o turismo de lazer na zona da Grande Baía.

      Recorde-se que os turistas que vêm actualmente ao território permanecem por cá mais tempo, e têm mais poder de compra: no primeiro trimestre os visitantes gastaram entre 2 mil e 3 mil yuans por dia, um aumento considerável dos cerca de mil yuans que se gastavam antes da epidemia, em 2019. Satisfeita com o aumento do consumo dos turistas, Maria Helena de Senna Fernandes acredita que esta transformação está relacionada com os novos eventos e atracções nos resorts.